Dádiva

Hão de consumar a  falácia em fetiche!
Seres que  enlaçam moralmente  os seus amavios
Pois desatina-me em silhueta a sandice
Avidamente á cozer em brasa  arrepios!

No que Eros lhe convém,glutonaria e sevícia
Rosados pomos a abrigar com gentileza
Um sereno mirante em sáfara vereda
Vassalo epiceno ao gozo e a carícia

Em seus dotes a tentação se torna cálida
Verte-se em compulsão sua tara esfaimada!
Como se minaz fosse a sombra do zelo

Ao extase que os arrebata mais belo
Assim plena a devassidão é deslumbrada!
Furtiva e  imoral como perfazida dádiva

*

2008-Fábio R.Vieira

Anúncios