Porque não – Cultura, Ordem e Progresso?

 

Um amigo gringo, certa vez perguntou:

 

_ O que significam as palavras Ordem e Progresso da bandeira do seu país?

 

Então eu respondi:

 

_ A palavra progresso significa que o congresso está em regresso sem processo de projetos.

 

Ele simplesmente exclamou:

 

_ Esquisito!

 

E eu, sem muito entusiasmo para rimar e argumentar, disse:

 

_ Esquisito mesmo, por isso nem me arrisco a dizer o que significa a palavra Ordem.

 

O meu amigo gringo riu compulsivamente e afirmou:

 

_ Ledo amigo brasileiro… Esquisito em meu país é um elogio – Algo que lhe disse para vangloriar o que realmente é rico em seu país – a língua. Mas, nem mesmo tua rima e metáfora salvaram a sua ignorância do meu comentário…

 

E para perder a razão com classe, concluí:

 

_ A Cultura é algo que não está em Progresso em nosso país, mas a língua está em Ordem.

 

 

Prólogo:

Dizer que o Brasil tem cultura, é o mesmo em dizer que o Japão é celeiro mundial, ou afirmar que os Estados Unidos considera-se país de primeiro mundo porque conhece em prática muito correta o significado da palavra progresso, e não porque foi o maior investidor em armamentos para a Guerra Mundial. Mas, prometo que na próxima conversa com meu amigo gringo, arrisco a perguntar – O que significa mesmo a palavra ONU?

GITA HABIBA

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`Renda Per Capta´

`Renda Per Capta´

 

A renda não é só baiana

É toda brasileira e está rendida…

 

Vamos rendar o babado da malha fina!

 

 

Prólogo:

Renda Per Capta é a valorização de determinada região com suas classes, consumos e posses, mas na prática é mais complicado… Nem todos participam desta divisão comunitária, porque fogem da malha fina para rendar outros babados e eu, mais uma vez, brincar com as metáforas das palavras…

 

GITA HABIBA

 

Aliados ou Alienados?

 

A educação realmente é aliada dos sábios, mas pode ser fator alienado para pessoas mais curiosas que estudiosas… E para tanto, confisquei a conversa de dois amigos em combate de conhecimentos gerais, ainda no estágio primário…

 

Então o amigo Alienado perguntou:

 

_ Me diz, que língua nosso país fala?

 

_ Português, ué!

 

Respondeu de prontidão o amigo aliado…

 

_ Errado. Falamos a língua portuguesa (língua derivada do português)

 

E nada satisfeito, continuou com a prova oral…

 

_ Agora me responde, qual é o nome do nosso país?

 

_Brasil, ué!

 

Respondeu de supetão o amigo aliado…

 

_Errado! É República Federativa do Brasil (nome técnico)…

 

Então o amigo que respondeu tudo errado, resolveu ser mais esperto e perguntou:

 

_Ah ta! Então me responde… Porque os Estados Unidos é da América?

 

Muito preocupado com a pergunta idiota do amigo, o alienado respondeu:

 

_ Não questione isso! Melhor os Estados Unidos aqui nas Américas do que lá (na Europa ou Ásia) – Já pensou na confusão? Ou você quer chegar ao colegial estudando a questão da terceira Guerra Mundial?

 

 

 

Dedicatória:

A minha filha, Vitória – Quem me fez aprender que Plutão não é mais considerado o último planeta do nosso sistema solar, e que indiretamente, me fez entender que é melhor ser estudioso do que simplesmente um curioso…

O sistema

Levanta-te preguiça, está na hora de ir para firma…

Firmar contratos contrastantes com a minha realidade cheia de insanidades,

Está na hora H, de Homem sem Honestidade, mas cheio de Habilidades

Devo ao mundo o meu tempo, só para ganhar dinheiro,

Que devo o tempo inteiro!

 

Trabalho, falho, não paro, reparo…

Sistematicamente, sou matematicamente uma máquina

Ora sem hora

 

Sobrevivo sobre vivos que não pensam

Tenho caixa craniana privilegiada,

E caixa registradora pressurizada – para não deixar de ser privilegiada!

 

Inventaram o sistema a troco de igualdade,

Mas dividiram com a hierarquia, tanta responsabilidade…

Sistema é propulsão e não proporção,

Porque tem mais quem força menos mais se enforca mais

 

Se esforcem aqueles sem conhecimento do sistêmico,

Sou acadêmico!

 

Levanta-te braçal, está na hora de entrar na linha

Da produção, do trem, do metrô e do ônibus…

Simplesmente, cair na conversa e rotina

Da ladainha trabalhista…

 

 

Prólogo:

Quando se fala em sistema, imagina-se um bando de descamisados a espera do metrô, gente que trabalha com tempo descontado e não contado, enquanto neste próprio sistema, também se encaixa o empresário, o Ser cheio de poder e não poderes. E é isso – O sistema – Uma indagação íntima de um ser não assalariado, mas que sabe da sua falta de mais poderes para fazer do sistema uma constituição própria e não igualitária.

 

 

Tira da Mentira


Calejado não se aleija por calcar calos
Esquecidos são resquícios porque rimam com suicídio
Sobra obra a quem ora
Impera em Eras quem ímpar era…
Estratégia sem rédeas é tragédia

Verdades não tem idade
E nunca serão tardias em teus dias!
Mentira tira um homem da mira
Ainda por ira é mera tirania, uma ironia…
Mente quem sente que seu ente é demente
Indecente mente,
Consciente mente,

Ante ou perante tantos errantes
Resta esta estigma como enigma
Brinco com isto porque não posso com aquilo
Quando posso – aniquilo!

por Gita Habiba

Trajado de Tragédias

 

Vestido ou Pelado

Quando a miséria quer seus bens

Não tem pena do mal trajado

Ou das tragédias que lhe convém

 

Vamos a rigor

Para festa que personalidade e caráter não entra

 

Pode usar a camisa da preguiça

Vestir aquele paletó – de dó

Não esqueça na cabeça

Do chapéu cruel

E nas mãos, a mala sem alça…

 

Desafortunado é aquele vestido de vestígios:

Dos males da sociedade.

Coitado é aquele pelado, sem traje da verdade.

 

Os verdadeiros pedintes

Estão entre nós, a espreita da inveja

 

Mendigo não se traje

Ultraje…

 

 

Dedicatória:

Aos mendigos de Rua  – Os verdadeiros trajados de tragédias

Aos mendigos do nosso Contexto – Miseráveis que usam o terno do ultraje…

 

Calçada de cimento e lamento

Calçada de cimento e lamento

 

Ás vezes são vidros de veículos
Que separam dois mundos distintos
O meu, é pertinente às perguntas justas
Aquele, simplesmente permeia respostas injustas…
São pessoas esperando o tempo passar, como condução
Na falta de esperanças, remédio ou solução
Muitos abandonaram seus minutos de fé – em pé
Por horas sentados, na calçada de cimento e lamento
Mulheres, jovens ou velhas, de cócoras parem fofocas
Repartem acontecidos porque ninguém aparta seus caminhos
Homens, de todas as idades, esquecem da vida
Naqueles segundos entregues ao gole da bebida
Crianças, grandes ou pequenas, brincam e choram
Muitas vezes descalços, não sabem que seus futuros estão sem calço…
Estão todos naquele chão, Seus presentes e sonhos concretados em vão
Assim, sentados – De rostos acinzentados
Pelo cimento debulhado sem traço…
Suas vidas são cinzas
Pela fumaça sinistra,
De verdades cremadas…