Ainda vive…..

Milhões de quilometros se passaram até que voltasse a postar no “Poesia e Cia” ,mas o blog só precisa de mais um pouco de sangue novo para voltar a viver com força.Por isso quem se interessar em publicar nesse espaço não se faça de rogado, todos serão bem vindos.

Fabio R.

*

DA CIDADE ÀS PERSIANAS

À cidade: ansiedade;

Veio tatear com negros palpos
O repousar dum homem temeroso
Mordazes, como outrora, eles são:

No pulso destoante as sirenes
Na atmosfera metalina, adentrando  pulmões
Na condensação da calma em suor

á minar as forças,
E no torpor onde  se emaranha
Qualquer outro sentido de consolação
Que o seu estágio clínico reverta

À cidade: improbabilidade;

De nunca esbarrar em paixões imensuráveis
De alguns segundos duradouros
Entre  ordinárias travessias

De no fim do expediente não
olvidar-se dos prazos,
e desfrutar a companhia,
mesmo que lhe satirizem.

Da cidade: ferocidade;

Na disparidade entre as classes
Que roteiriza tragédias traumáticas
Que destoam em síndromes coletivas

Na trajetória retilínea dos pássaros
Contra os pára-brisas
No endividamento da’lma sânie.

Na cidade: oportunidade :

De saldar os danos, a cicatriz.
De ir e vir-se a transformar
Em vivência solidária

Argüir-se partidário do amicíssimo
E de, por fim, fender as persianas:

Para cumplicidade!

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