Além da Crença

( AS COBRAS-LUÍS FERNANDO VERISSÍMO)

Se A comunga com B,
E flerta com C uma intersecção,
Isso é silogismo ou traição?

Assim como a retórica do corpo,
Arquitetando uma experimentação,
Pelas vias do imoral!

Enquanto teóricos vislumbram,
Galáxias no papel para decifram,
Onde é concebida a metafísica!

Além da crença a ação,
Dum matreiro avarento,
Contabilizando o valor venal,
Da sua progênie avariada!

Além da crença o cético evangeliza,
Desapego em tuas memórias,
E no ocaso das forças,
Roga pelo aconchego á Nossa Senhora!

Enquanto práticos dissecam nervos,
Localizados no solilóquio da abstração,
A fim de responder se é celícola ou perversa?
A procedência da motivação!

Além da crença o vernáculo,
Simboliza a transmissão chuviscada,
Duma inventividade vigiada!

Quem soletra: Da-nem-se!
Os teóricos e os práticos!

Uma vez que além da crença,
Há somente estupidez!

—————————–

Por Fabio R.

2 pensamentos sobre “Além da Crença

  1. O poema “Além da Crença” é uma auto-afirmação, de que o procurar motivos escondidos em tudo,seja pelas vias da ciência,seja pelas vias da filosofia, as vezes torra a paciência.As vezes é mais prazeroso aceitar que aquilo existe e pronto, deixar a imaginação fluir um pouco para outras coisas.

    O texto também é um questionamento a respeito do ceticismo filosófico, sua conclusão:” ceticismo filosófico é um conto de fadas” “algo de prática impossível” enfim” pose” .Afinal, os que se dizem céticos tem pensamentos irracionais mesmo que esse seja:” sou superior plenamente superior e invulnerável ao primitivismo do misticismo”. E esse achar-se invunerável a qualquer influência nesse campo essa é a “estupidez do investigar no além da crença”.

    Um abraço a todos.

  2. “Poema de cair o queixo!”

    Quase, inacreditável afirmação Fabio, “estupidez do investigar no além da crença”.

    Nossos sentidos estão sempre “ligados” para que se investigue o quê há em nossa volta. Querendo ou não.

    Agora, dar sentido a cada “ponto e vírgula” vai da disponibilidade e preguiça de cada ser pensante.

    Não se pode ignorar o sentido do pensamento filosófico na procura da razão.

    Existir e pensar é parte de um todo, sendo cético ou não.

    No pecado da conformidade de matéria inanimada, mesmo sendo descrente há que acrescentar o peso, o volume e o estado da matéria em sí e as leis que são quase sempre universais.

    Existe em nossa sociedade os seguidores e adoradores da Inércia. Aqueles que dormem tranquilos pousando o peso de sua cabeça na maciez de um travesseiro chamado “Fé”.

    Exite também outros que não suportam a leveza da mente quieta. Procurando em sí uma razão para cada “pena do travesseiro” e assim perdendo noites dormidas.

    A verdade é que não há verdade absoluta!

    E isso é uma verdade.

    Ivan.

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