Político Edílico

politico.jpg 

Edílico é político lírico…

Seu nome coincidentemente gera seu renome : Vereador

Mas tanta rima é porque quando cita Senhor Edílico vereador, vereda dor…  

Em palanque, se põe ofegante

Toma partido de ofendido e faz pedidos…

Suas mãos gesticulam

Suas palavras articulam 

E no lugar de politizar, se faz poetizar… 

 “_Falar demais idealiza demasia

Fatalmente enfeita fantasias

A gosto, magoa demagogias” 

 “_Por isso, me recinto, e sinto…

No dever, de ver, antes de deveras dizer

Dizeres, dotado de desprazeres!” 

“_Mas vejo tanta gente, saindo pela tangente

São sujeitos indecentes, sendo regentes…

Da nobreza infame,

Enquanto quantos tolos são unânimes?” 

“_Ponham em clarividência suas evidências!

Furtar refuta, é fim de reformas e lutas…

Exijo extermínio ao exílio dos excluídos” 

“_Nobres amigos, políticos idílicos…

Faliu a fila da filantropia de quem surrupia

Pobres amigos, povo indefeso…

Meu pleito é teu leito!”  

Por isso que no plenário, vereador Edílico é lendário…

Graças a ele, a tradução 

Fica por conta de quem tem boa educação!

Algumas palavras de entendimento ao texto:

(Edílico = relativo a edil,Vereador)

(Idílico = Amoroso)

 (Demagogia = Anarquia, política de facções populares)

(Politizar = que insere consciência dos deveres e direitos políticos, a grosso modo, politicar)

 (Clarividência = Esclarecimento)

(Refutar =  Desaprovar)

 (Exílio = no figurativo: lugar desagradável para habitar)

 (Filantropia = no figurativo, ajudar a quem)

 (Surrupiar = Roubar)

 (Pleito = Questão em juízo, discussão, disputa)

(Leito = no figurativo: lugar de descanso) 

2 pensamentos sobre “Político Edílico

  1. Dedicatória:

    Aos nossos políticos líricos…
    Sinceramente, quando vejo na televisão – certos políticos
    Fico mais admirada com o Dom de poetizar do que politizar…
    Me perdoem a sátira sádica
    Mas não acho justo idílico rimar com político!

    Prólogo:

    Político Edílico é uma metáfora em nome da metamorfose que políticos em palanque usufruem quando ditam palavras que no lugar de defender a todos nós contribuintes, defendem apenas a oratória de falso moralismo… É mais um causo do nosso cotidiano político, que no meu ponto de vista, cairia bem com a rima e ironia.

    Créditos:

    Poesia: Gita Habiba – Fotografia: Guilherme Kremer

  2. Gita Habiba,

    Impressionante descrição de um ofício político. Usando-se sabidamente das palavras, se faz claro a responsabilidade de um cargo público.

    Interessante como o descrédito de uma função tão importante se vulgariza tão rapidamente.

    Assistindo de camarote as peripécias dos nossos regentes. O que mais dói, é saber que; de vereador a simples fiscal de prefeitura, se apoderam dos recursos públicos e se faz uso disso como se estivesse a sua disposição para atender suas necessidades pessoais.

    Como por exemplo; Um fato atual ” A farra dos cartoes cooporativos”.

    Seguindo o versos da tua genialidade :

    “_Mas vejo tanta gente, saindo pela tangente

    São sujeitos indecentes, sendo regentes…

    Da nobreza infame,

    Enquanto quantos tolos são unânimes?”

    Quando se desveste um político de seus cargos e poderes públicos, se faz gente como a gente.

    Então minha querida, quando ou em que momento a “ovelha” vira “lobo”, e depois volta a ser “ovelha”?

    Não, que não exista político honesto “vereador Edílico é lendário…”. Mas, as irregularidade são imensas.

    Ainda bem que tem poetas visionários como você para meu consolo. Um pobre mortal.

    Parabéns pelas palavras e seja bem-vinda!

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