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66 Respostas para "Quer participar?"

LINGUAGEM DO CORACÃO

Fica comigo meu amor
Agora já não há mais dor
Já acabou o meu medo
Sei que ainda é cedo

Mas para que esperar
Nosso amor de novo germinar
Ele já existe há tanto tempo
E é muito forte

Você é o meu norte
Meu sul, meu leste, oeste
Meu porto seguro

Não vamos mais esperar
Vamos com essa distância acabar
E deixar a linguagem do coração falar

Poesia bonita, emocionante e com estilo .

Ser poeta é…
Imaginar o mundo de várias maneiras…
Amar incondicionalmente…
Sonhar…
Sofrer…
Ser feliz…

Ao Amor da Minha Vida

Senhor:

Ele desperta em mim todo um plano de vida, não apenas o desejo de me tornar mulher…

Deu-me coragem, segurança, quase certeza.

Não sou mais uma menina. Rezo para ele que surgiu como um príncipe encantado das histórias bonitas.

Eu estaria tentada a dizer que ele foi feito para mim e eu para ele.

Mas é muito cedo Senhor: o tempo dirá. Devo respeitar sua liberdade de decisão.

Desde que o conheci comecei a sonhar. Rezo para o que é sonho em mim seja realidade para ele.

Que nossos encontros sejam sempre ricos assim como estão prometendo.

Que em sua delicadeza de trato possa educar-me.

Que possamos juntos descobrir os valores da vida. Que eles sejam claros e definidos, inspirados no amor e não apenas no egoísmo.

Que eu e ele tenhamos diálogo, amizade e confiança mútua.

Eu sei que nunca, nunca Senhor, te pediria que ele fizesse feliz uma outra, mas que ele seja feliz desde já eu te peço com muita força e insistência

Não há nenhum compromisso entre nós além da amizade, amor, compreensão, admiração e respeito.

Ajude-me a esperar e saber esperar. Por isso Senhor me ajude a ser equilibrada o que parece impossível quando está se amando.

Sei que não posso me iludir, mas Senhor que ele não chegue a demonstrar aqueles defeitos comuns que apresentam os homens.

Nós nos vemos pouco, mas esse pouco foi suficiente para que eu o descobrisse.

Que ele seja o que eu penso dele. Nós dois somos amigos, no fim ele é um homem e sou uma mulher.

Me ajude Senhor a fazer com que ele tome consciência de que nós dois juntos poderíamos ser iniciadores de um novo mundo…

UM DIA LINDO

Hoje o sol não brilhou

Pois uma grande nuvem

O apagou

Mas como tenho sorte

Sopra um vento lá do norte

Que vais dissipar

Qualquer nuvem que chegar

Então assim o sol

Voltará a brilhar

E novamente poderá

Nos iluminar

MEU MAIOR TESOURO

Éramos duas molecas

Meninas sapecas

Que gostávamos de brincar

Desde o sol raiar

Até o anoitecer

E o dia passava

Sem a gente ver

Eram tantas travessuras

Tantas gostosuras

Nas tardes passadas ao sol

Jogando frescobol

Brincando de pique-esconde

A mãe chamava

Ninguém ligava

Ficávamos quietas

Apesar de sermos irrequietas

Não parávamos um só segundo

Nem pensávamos em outro mundo

É amiga, a gente cresceu

E da nossa amizade nasceu

Um carinho enorme

Nossas brincadeiras continuam

Um pouco diferentes

Quando estamos carentes

Corremos para nos consolar

Quando estamos contentes

Corremos para comemorar

O tempo passou

E de tudo aquilo restou

O maior tesouro

Que eu posso ter

Uma amiga como você…

Desiludido

Oh!Coração banido
coração banido!
Ainda existe o pobre e desiludido?
A espera de um soluço reprimido!
Nestes dias atuais
a tristeza é o remédio de minha fraqueza
serás assim então?
Nesta vida bela e tão sofrida…
o gosto amargo quando vejo o seu retrato !
Este destino que jamais serás como velho conhecido
nessa caminhada sem tréguas!
O incerto não sei…
porém vos digo
que meu chão não tem sentido !!!!!
Quando a saudade bate ao meu ser
minha mente fecha, meus olhos entristece
meu espírito se envaidece
desta nostalgia fria e amiga…

João Paulo Pio li 11/03/08

Rompo os nós
Desconstruo esse mito
De que mulher é amor, docilidade e delicadeza
Que comporto em mim uma ética do cuidado inerente à minha condição de fêmea
E retira de mim, na mesma medida, a sujeira, o forte, o grosso, o insensível
Sou eu também tesão e ódio
Não querer ser deus,
Não sou à sua imagem e semelhança
Também não desejar ser Maria
Postar-me como sempre virgem, submissa e com os olhos voltados para baixo
Questionarei a bíblia e o seu mito do paraíso perdido
A mulher como a imagem do diabo
Elevarei meu pensamento para meu umbigo
E parirei dele uma placenta com uma flor dentro
Cagada, medrosa e sem pétala
Que feia e desidratadaMal nascia e já morria
Seu fôlego foi tão intenso
Que desaprendeu a respirar
Seu primeiro suspiro se tornou também o seu último
E ela viveu como ninguém jamais devera ter vivido.
Nesse mundo de crises, guerras, machismos, muitas outras cagadas e flores artificiais
Não desejo ser essa flor
Tampouco o cravo que a despetalou
Desejaria ser simples e intensamente
Esse sopro de vida que não sou.

Bicicleta

Sinto novos ventos em meu rosto
Ares que nunca, antes, haviam tocado meus fios de cabelo.
Dos meus olhos busquei novas formas de enxergá-lo
E das pessoas novos prazeres sem promessas.
Na solidão infantil,
Por muito tempo busquei o não-vazio
E não sendo infantil
Olhei a mim mesma
E me descobri pela visão daquela que fui.
O vazio não me acompanhara apenas na infância
Ele estaria aqui para sempre
O desejo de não ter que tê-lo por companheiro
Fez-me sentir medo,
Fez-me abraçar vidas que acreditei eternas
Quase tão fugazes quanto o tempo que se leva
Para escrever a palavra: palavra.
Entendi.Abracei a mim mesma…
eu teria que não ter medo, simplesmente.
Perdi o medo de bicicleta.
Perdi o medo de ver meus fios caírem ao movimento da tesoura.
Perdi o medo de sorrir novamente.
Perdi o medo de escrever.
Tomei minha mão direita por companheira
E assim proporcionei, à pessoa que mais profunda sou,
Liberdade!
Na manhã de dois dias da semana, acordo, pego a bicicleta e me lanço na estranha e maravilhosa sensação de liberdade que me ausentei por medo.
Hoje, cerro meus olhos e não tenho pesadelos.

“Pombos sem asas”

Quem diz que não podemos voar?
Olhamos para o céu e os pombos voam
E se não afundamos na maré como caranguejos
Voamos tal qual pombos sem asas
Arremessados por mãos alheias
Que metamorfoseiam as asas frágeis, feias, doentes
Quase invisíveis
Em sonhos possíveis
Ressurgindo da lama fétida
Em forma de vida-morte-vida
Em asas exuberantes
Nos seres humanos que se mantêm respirando
Todo dia respirando.

CORPO

Estar preso ao corpo
Não poder ser nada além de corpo
Tudo passar pelo corpo
Incomoda
Mesmo dando prazer
Incomoda
Sentir-se corpo
Sentir o corpo
O próprio hálito
Incomoda
O odor de borracha, de silicone
Que às vezes se desprende
E que nem a poesia muito alivia
Porque até ela passa pelo corpo
Porque até o Além passa pelo corpo

Dê graças

Pelo corpo do pivete,
Pela morte a canivete,
E os mendigos na praça,
Por tudo isto, dê graças.

Pelo bêbado na esquina,
Pelo vício da cocaína,
E a Justiça, desgraça,
Por tudo isto, dê graças.

Pela criança perdida,
Pela puta arrependida,
E a piada sem graça,
Por tudo isto, dê graças.

Pela doença venérea,
Pelo pico na artéria,
E a juventude que passa,
Por tudo isto, dê graças.

Pelas mazelas que tive,
Pela miséria em que vives,
E o cheiro da fumaça,
Por tudo isto, dê graças.

Pela roda de maconha,
Pelo povo sem vergonha,
E a comida escassa,
Por tudo isto, dê graças.

Pela remissão tardia,
Pelas tardes sem poesia,
E a vida nessa farsa,
Enfim, por tudo dê graças.

Nasce um rio

No começo, uma fonte,
Perdida nos confins do horizonte,
Cravada no alto da serra,
Na arquibancada da Terra.

Uma poça pequenina
Onde as aves de rapina
Descansam da longa jornada
E esticam as asas cansadas.

Mas da mesma nasce um fio,
Prateado feto de um rio,
Que serpenteia assim, esperto,
Buscando o caminho certo.

Recebendo outros vizinhos,
Cavando o próprio caminho.
Rasgando da rocha a superfície,
Divide ao meio a planície.

Ora tranqüilo nas matas,
Ora estrondosa cascata,
Vai caminhando num crescente
Quando, então, de repente,
Termina o seu caminhar
Nas águas azuis do mar.

AINDA AMO

Amo-te! Ainda.
É no silêncio da minha amargura
que cala a minha solidão.
A saudade perpetua, sempre.
É na dor que me refugio do que sinto e sinto!
A música que canta, me encanta, me toca, me embala.
Lembranças! Tuas.
As ondas indo e vindo, se quebram, somem, se escondem.
Meu mar! Não coube na imensidão.
O amor não foi suficiente.
Perderam-se todos os lampejos.
A noite! Cálida. Fez-se obscura em mim.
Ainda vejo! De longe observo os passos que seguiam o meu martírio.
No meu pensamento moram todos os sonhos.
No meu olhar só enxergo a ti.
Ferve o que me foi reservado.
Queima imensamente n’alma.
Quantos beijos perdidos. Em vão.
Quantos beijos beijados. Guardados.
Restaurados em cada instante da lembrança.
Não houve espaço, não houve tempo, não importa. Perdi o resto que possuía.
O vazio nunca será reconstruído.
Oculto, nada se contenta.
A vida! Que vida?
Na noite estrelada, faltam as estrelas;
no dia ensolarado falta o sol.
Nada faz sentido se dentro de mim tudo se desfez. É na tua ausência que se enclausura a minha angústia.
Amo-te! Ainda.
Com toda a pureza, com toda malícia.
Somente isso. Somente amor.

INTERMINÁVEL

Os dias que ainda não calaram,
as palavras que não foram proferidas,
os beijos que não foram beijados.
E tudo renasce outra vez.

A noite cai como todas as outras.
Iguais, imperfeitas,
mas com a tua presença em todas elas.
Imagino, sonho, recomeço!

Numa dessas noites onde
perambulava a minha solidão
encontrei abrigo na tua imensidão.
Penso! O ato mais insensato
que se aprisiona em mim.

SAUDADE

Hoje te desejo como nunca.
Não sei o que me abateu.
Será a distância que persegue
o meu sossego ou será a tua ausência
que se instaurou na minha paixão?

Devora o que te carrega.
Retrai, domina, sinto!
A presença faz parte da sucessão.
O tempo! Efêmero, fugaz, ordinário.

A brisa que invade tem o teu cheiro.
Na blusa tão cravada no corpo.
O perfume atravessa e marca na cútis.
Delírio! Os instantes se tornam profundos. Revivo! A memória estagnou dentro
do que me apedreja.

A mão que ultrapassa. Cálida,
sensual, percorre lentamente
a estrada da plenitude.
Retorna! Tão úmida, insigne.
Nos cabelos ancorada, perco-me.

Os olhos se fecham! Perdura
na ânsia a quimera.
O corpo que atraca do supremo ao ínfimo.
O pêlo que escorre sôfrego e
arrepia o infinito.

Os braços que abarcam, envolvem,
seduzem, me iluminam.
O sonho e o real se confundem,
se unem, não libertam.

Não há como perder a lembrança,
não há como esquecer os momentos,
não há como desperdiçar o que
ainda estar por vir.

INTERMINÁVEL

Os dias que ainda não calaram,
as palavras que não foram proferidas,
os beijos que não foram beijados.

E tudo renasce outra vez.
A noite cai como todas as outras.
Iguais, imperfeitas, mas
com a tua presença em todas elas.

Imagino, sonho, recomeço!
Numa dessas noites
onde perambulava a minha solidão
encontrei abrigo na tua imensidão.

Penso! O ato mais insensato
que se aprisiona em mim.

ENIGMA

A falta que sinto. A ausência!
O toque que entorpece,
o corpo que encaixa, o sangue que ferve.
O vinho que derrama,
o pranto que clama, a fúria que encanta.
O desejo sublime inebria a carne tão perversa, insensata. O teu corpo polido
desmancha no meu prazer.
Arrasa, embriaga o que te alucina.
O sono que rouba adormece a voragem.
Matas o que me destrói,
destrói o que corrói,
cegas o que não consigo enxergar.
Queima o que me abrasa, assusta.
Dispersa em mim o que te preenche.
Acalma a insanidade que invade.
O que alucina, indefesso, voraz, ataca, indecomponível.
Não feche os meus olhos.
Não se deixe insensibilizar.
Preciso do teu vestígio na minha estupidez.
O sonho! Irreal. Vejo-te!
A miragem que cessa o
suplício. O doce, o amargo,
o frio, o quente, o teu fervor,
o teu calor, o meu fogo.
O eflúvio do teu suor
persegue a minha volúpia.
O ar arquejante, a boca aquosa,
a língua fatigante cessa
o inexplicável.
Adormeço!
A realidade inescrupulosa.
Prende-se no sexo incompreensível,
desconexo, o conjunto, que se junta,
fascina, se atraca, se envolve, não devolve.
A fugacidade da tua cena, o semblante,
a interpretação se faz no meu palco imperfeito.
A distância! Quanto mais longe,
maior a presença da tua solidão
que se instaura em mim. Sequiosa.
No meu cilício, percorre as farpas do amor
que morre em abundância e vive dentro
do que chama. Mutila, insulta,
cessa o inexorável. O que se
enclausurou perdura na minha atimia.

Vida de poeta é assim…
Perambula de bar em bar
A procura de coisa alguma…
…inventa noites de sonho…
Imagina silencio de contramão
Voa baixo solidão…
Despenca palavras ao vento…
Torto… De moribundos pensamentos…
Bêbado de vinho barato e ébrio de triste lamento
… Vida de poeta é assim…
Quase barco a naufragar em mar de calmaria
…De noite dissolve o breu…
De dia digere abismos.

Welington de Sousa

Me pego na mesa de um bar
Bebendo vinho barato
E vendo a noite passar
Imagino-me quem dera fosse um doutor
Quem dera
De pasta gravata terno de linho sapato engraxado
Mas Deus quis-me assim
Fez de mim então um poeta
Contador de estrelas
Trovador de quimeras
Acho até que ele acertou em cheio
Deu-me um tênis surrado
Um sorriso amarelo um chinelo trançado
E uma vida… Uma vida de cão
De dia como pão com manteiga
De noite mastigo fria solidão
Coitado de Deus
Achou que eu fosse reclamar
Como?
Se sou mais feliz que um doutor!
Que nem passa na porta de um bar
Que se quer nunca se embriagou
Acha que a vida é um saco
E não sabe fazer nem um versinho de amor

Welington de Sousa

Quero ser um lírio
Escondido dentro do teu vestido
Lindo delírio /desejo ardente
Quero ter teu cheiro dentro do meu armário/corpo/ copo
Quero apenas quero porque te quero meu beija flor de varanda
Anda aranha meu corpo/ devore-me
Vem ver a lua que se insinua toda nua depois me conte teu mais nobre segredo
Esnobe me dobre me faça-me teu travesseiro
Veleiro partindo… indo mar a dentro noite a fora
Descubra-me por inteiro deixe me ser teu jardineiro/pescador/flor/ quimeras
Teu mensageiro teu calor teu suor teu somente teu amor. .
Amor se assim me quiseras

Welington de Sousa

DESABRIGADO

Coração sem dono, abandonado,
Embriagado por motivo de desilusão.
Desabrigado com frio e molhado
Procurando as chamas da paixão.

Para ser aquecido,
O até então esquecido
Pobre coração.

Mendigando afeto
Almejando carinhos e afagos,
Para alimentar a fome e a sede de paixão.
Querendo ser adotado
Por um sentimento
Aguçado, que não seja de irmão.

Sonhando com um lar
Onde possa amar
E sair dessa situação.

Flávio Cardoso Reis

Sentimento arrancado

Cargas de desejos
Transportadas
Na clandestinidade
Nos mares da cobiça

Abstraído através de
Malícias e súplicas
Em meio a volúpias
De tamanha intensidade

Usurpado o sentimento
Não doado
Acaba sendo tirado
O que deveria ser
Ofertado

Flávio Cardoso Reis

Minh’alma reclama.

Minh’alma reclama
Da vida profana
Que tenho vivido.
O que mais me aclama
E o sentimento envolvido,
Dissolvido em mares de prazeres
E de por queres.

Se minh’alma transcende
A vida terrena,
Porque não deixa aproveitar
As noites serenas…

Cheia de amores
E calores, precedentes de odores
Que alimenta os pudores
Desse ser vivente.

Minh’alma reclama
Por ainda não ter encontrado
O bem maior a ser procurado,
O que a deixa extasiado
Que só é deparado
Através de uma alma gêmea.

Flávio Cardoso Reis

deixo três poemas para avaliação!

Desabrigado, uma luta de um coração a procura de um lar…

Sentimento Arrancado, uma critica ao abuso aos sentimentos…

Minh’alma Reclama, um chamamento da alma em busca da alma gêmea…

abraços…

espero comentários.

Com o intuito de ser mais um membro desta entidade, e colaborar com a continuidade desta bela arte que é a Literatura, deixarei aqui as minhas contribuições e espero que sejam do agrado de todos. Um fortíssimo abraço.

Sou poeta sem vida
Sou vida sem poesia
Sou poema sem poeta
E sou a morte em poesia…

Porque a pureza dos meus versos
Estão às margens do sofrimento
E meu sorriso é controverso
A todo o meu depoimento…

Aos invisíveis

Agradeço aos bons catadores
Pelas graças a prazo alcançadas
Nas ruas, praças, corredores,
Marquises, rios e calçadas.

Agradeço aos eternos caçadores
De latas, papéis e bugigangas,
Por tentarem sanar as suas dores
Aproveitando os restos sem terem zangas.

Agradeço aos nobres carroceiros
Por livrarem-nos do vidro e do papelão;
Por tirarem das ruas os sofás ainda inteiros,
Que tanto nos causam AQUELA obstrução.

Agradeço a todos pela espontânea limpeza
E registro aqui o que os olhos não vêem,
Que é o sentimento da alheia pureza
E o reconhecimento aos seres do Bem.

A vocês, catadores,
Meus sinceros PARABÉNS!!!!!

A vida e a vida

Quando bebê, o mundo não existe
Quando criança, mundo é um sonho vivido
Quando adolescente, vai-se desvanecendo o sonho
Quando adulto, o mundo é real e concreto
Quando idoso, o mundo não é concreto, mas
pesadelo em chumbo

Quando morto, fim duma seqüência inexplicável de tudo isso que é a vida…

O Nascer da Poesia

Como suor que brota dos poros,
A Poesia germina da mente:
No início, apenas pingos inodoros;
Depois, a verdadeira essência da gente.

É como o próprio sangue que circula nas vêias:
Todos têm, mas ninguém o nota;
Até que uma espontânea hemorragia alheia
Venha a revelar um fluido de alta cota.

Nasce a Poesia como nasce o nosso romance:
É natural, envolvente… É matreiro!…
Nada acontece num único lance;
É, sim, um nascimento verdadeiramente sorrateiro.

Bom, pessoas,
aí está um pedacinho da minha poesia. Pedaços melhores (eu acho) em breve estarão aqui postados, se me permitirem, é claro. Quanto aos demais poemas, digo que, por uma questão de tempo, não pude curtí-los com a devida atenção nem deixar comentários. Porém, e sem desmerecer ninguém (quem sou eu, para tal?!), me identifiquei muito com os poemas do Josafá Maia.

É isso aí, gente. Caneta pra frente e AQUELE ABRAÇO!!!!!

Essência da conquista

Na magia da realidade
Sonha a vida…
Suspira nas oportunidades
Identificando as ausências

No vaivém da emoção
Retornam os encantos
Ignorando a razão
Repousam as experiências

Eloisa Menezes Pereira
Professora Estadual
Porto Alegre -RS
Fone:051 3241 9337

Sentimentos atados

Incorporando desafios
Pontuam os direitos
Descartados pelo poder
Referendam seus deveres

Permitindo o retorno
Retiram da cidadania
O contraponto social
Deleitando-se na participação!

Todo poeta é um sonhador da realidade,transpira sentimentos e emoções…
Na magia do mundo encontro labirintos de saudades e resgates da minha história.
Obrigadas pelas oportunidades de manifestar essas percepções.

Caminhos anestesiados

Livre das algemas
É ter segurança
É por ir e vir do medo

Socializar é cidadania
Sentindo a presença do dever
Gerando resultados
Esquecendo da desigualdade

Desafiando as expectativas
Conferem os direitos
Acelerando a História
Determinam à vitória!

As lágrimas são como palavras sem entendimento ou a solidão que soa no infinito, o desespero em sua fase lúcida e emocional conveniente sem estabilidade sem razões de existir, existem lágrimas de todos os espécimes, sofridas, tristonhas, falsa, emocionais dentre outras, serem capaz de conhecer cada lágrima com o seu sentido que transmite cada uma delas, o ser que age compulsoriamente e sem entendimento sofre as conseqüências de atos irresponsáveis e flácidos, a dor que sentimos quando perdemos um ente querido assim será no último momento de vida de cada pessoa independente de si ou não.
A capacidade que temos como ser racional não interfere na ignorância que se exalta o próximo atingindo-o completamente no seu íntimo revelando seus sentimentos como emoções raiva, choro, amizade, capacidade emocional e etc. São abalados por pilares sem significados e sem razão destruindo assim os mesmos.
Como podemos nos comportar diante de nossos sentimentos se existem razões que a própria razão desconhece, nos sentimos inquietos cm o coração apertado e sufocado.
poema o Significado das Lágrimas

Não espere que lhe trouxesse flores mais plante um jardim em si mesmo e espere que elas brotem confiar em si mesmo é sinônimo de sabedoria e conhecer os outros é ser forte, individualizar-se não é necessariamente retroceder e sim conhecer os erros para poder conquistá-lo; abrir os olhos diante das situações é revelar-se o se íntimo e está feliz consigo mesmo preparado para novas conquistas e inovações e ser dono de sua própria consciência.
Sofrer por antecipação é sinal de síndrome de SPA gerando distúrbios emocionais conseqüentes o mais difícil de amar alguém é amar a si próprio primeiramente, saber controlar suas emoções, ações e pensamentos é um passo a ser dados para não se tornar escravos deles, a maior das mentiras já aceita até hoje e que não se pode mudar o próprio destino se nem o menos conhecemos, quem não aceita opiniões ou uma crítica é sinal de que não sabe crescer em cima delas e achar o seu verdadeiro propósito, e dá sentido a vida.
A coragem de muitos é simplesmente em vão em busca daquilo que não existe ou que jamais existirá e que permanecerá em suas mentes ocupadas envolvidas num êxtase de soberba pelo dinheiro, desistir de si mesmo é tornar-se inexistente no mundo de suas próprias idéias e jogar-se na imensidão da não superação.
Não desista de seus objetivos porque falaram ou falam de você,se em cada momento de fraqueza fizermos isso ou seja recuar recuaremos sempre goste de você mesmo e se torne dono de suas emoções e se provar que é capaz de superar seus próprios limites,para amar alguém basta está disposta a conhecer a si mesmo intimamente.
Se eu não mais sorrir para você será o dia em que não precisarei do seu sorriso.Minhas palavras são como flechas que acerta não somente o alvo mais também o coração e seus sentimentos.

poema Antecipações

Trancado entre quatro paredes e a vida se consumindo em lágrimas uma razão desconhecida e uma vida destruída pelo egoísmo, a solidão e uma vida passageira a esperança arruinada e mais um sonho preste a ser despedaçado com a ironia de ser feliz,com o tempo em que se perde a cada dia ,o pensamento também se desfaz com uma ideologia de compreender os outros e a si mesmo.
Uma flor sem sua beleza é uma natureza morta e a vida sem compreensão é mais um passo a severas ruínas,as palavras insanas machucam o coração e se espedaça a alma ,um casal sem amor é a perdição de todo ser humano,não seriamos gigantes em tecnologias se ao mesmo tempo somos pequenos á espiritualidades e ganância de querer sempre mais.
A natureza sem sua biodiversidade é um paraíso morto, a mulher sem fertilidade não é mais um caso perdido no mundo, perder quem mais gostamos é um trauma e vivenciar um crime doloso é estraçalhar seu corpo e mandar sua alma rumo ao inferno ,usar a inteligência par a auto destruir é um fato a ser pensado e abusar de uma criança é tirar sua esperança de um futuro indeterminado.

poema Razões á Tristeza

Que o medo não cresça nos corações desolados
E que a fadiga percorra sobre o pensamento inquieto
E assim a ausência da solidão desaparecerá
Para sempre em nossas vidas repugnantes.
Querer que a incerteza haja na mente de
Todos. e os olhos vermelhos a chorar por consolo,
é triste ver o sofrimento daquele pobre diabo desesperado e a angústia é a única saída de uma vida injusta,afoga-se a alma na culpa e o pecado que foi cometido não tem mais volta ,por um momento de prazer .
Despedaça-se o coração em dores e a cada batimento e como se fosse um dia perdido para uma vida arruinada os lamentos não mais adiantam porque já tiveram sua chance e os sonhos de vitória já foram todos destruídos.

poema Sofrimentos

Do amor que sinto
Só restou a saudade
Pois daquele amor
No coração quebranto
As reminiscências se intercalam
Com a dor que sinto
Agora cá estou eu
Com a tortura companhia
Da indesejada solidão

“Ninguém se vinca porque quer basta queremos que ela ao exista.”

poema Reminicências de Outora

A SOFREGUIDÃO DO NÃO-POETA

Quero ser um artesão de palavras:
Duras, dúcteis, viscosas, herméticas,
Diáfanas, sinceras, profundas, singelas, iluminadas.
Eu quero é ser poeta
Pois este erige contínuas miríades de estrelas
Sobre o céu de eternas noites enluaradas!

Quero poder afluir,
Quando me der na telha,
Ao feérico lago da espontânea
Língua do povo:
E, ao libar da sua água,
Expelir-lhe as impurezas,
Que são as chagas, as mazelas,
O carcereiro da igualitária opulência,
Para deixar que viva livremente
O florescer incontinenti
De castelos e mais castelos
Da alacridade e dos felizes sortilégios
Que emanam do eufemismo
Da escrava gente.

Quero degustar
O vinho tinto da galharda palavra
A fim de homenagear a imponência
Que cimenta os mínimos e máximos halos
Da natura realeza.

Quero ser condigno
Quero ser acuidade e sageza
Quero ser humildade, vivacidade, gentileza
Quero ser feiúra e esbelteza
Quero ser a inane importância
Quero viver perpetuamente
[ No jucundo reino
De ingenuidade
Das crianças
Quero ser ventania, poesia, proximidade, distância
Quero ser o instante
[No qual se encerra o segredo
Da segurança, da solidão, da tristeza,
Do medo, da coragem, da alegria,
Da repreensão, da recompensa, do desejo
Quero ser a imensidão
Quero ser pequeneza
Quero ser a imperfeição em evidência
[Pois a perfeição
É um atroz sofisma
Da humana cabeça
Quero ser a multidão
Quero ser o átrio do sol solitário da certeza
Quero ser a rocha, a rosa, o roxinol, o girassol, a orquídea, a açucena
Quero ser a ametista, poeta em perene florescência!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
http://poetadorjesse.zip.net/

COMEDORES DE SOBRAS

No penúltimo halo da antemanhã,
Pessoas saem de seu humilde viveiro
Para buscar o combustível do corpo
Em um quase longínquo desterro.

E, ao chegar a seu destino,
A feira,
Esperam pacientemente
O ocaso da efervescência
Da harmonia desarmônica
Dos sóis de quem vende e de quem compra.

Então, quando advém a hora ansiada,
Afluem sôfregas ao encontro do tapete
De frutas, legumes e verduras
Que cobre o chão
Onde, sob os afagos rudes do dia-a-dia,
Rodas, sapatos, pés desnudos ou de sandálias
Apressada e inescrupulosamente pisam.

Ah, e como a fome delas
É canina e ao mesmo tempo conformista:
Um ancião desempregado
Amaina o vácuo em sua barriga
Com uma suculenta manga dormida.
Ah, quando alguém se depara
Com a horrenda fronte da fome
—— Sentada no trono de sua opulência ferina ——
Deslinda que o nojo é luxo;
Não uma alameda a ser seguida.

Algumas, ao regressar a seu ninho,
Comutam refugo em lucro:
O que na feira era lixo;
Na carente vila de casebres
É auspicioso fruto rentável, celeste, divino.

No entanto, para a hoste de grisalhas
Barbas engravatadas e garbosas,
Este paraíso da lídima e visceral miséria
É nada mais que um moribundo resquício
De seu passado sem rosas e azaléias.

Não, mas estas pessoas:
Estas pessoas sabem
Que a miséria cintila até o ponto
Em que assoma a dor nas vistas;
Que ela é viva, concreta, fenece, fere,
Queima e alucina.
E ela o faz de inúmeras maneiras:
Maneiras que a mais poderosa verve
Nunca sequer imagina.

Sim, todavia alheias aos mais atrozes sofismas,
Elas prosseguem crentes na vida:
Sempre a segurar a ponta do rabo
Daquilo que crêem ser a esperança,
Apesar do crepúsculo, das mazelas,
Das chagas em abundância,
Da dor, da amargura e da desabonança!
Enfim, elas prosseguem,
Mesmo com o mar infinito de desamor,
De inclemência, da ausência de ternura
E do culto da sentimental distância.
Sim, estas belas pessoas continuam a hastear,
Embora não saibam,
O estandarte do vislumbre de uma vindoura era magnânima.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

FLOWER OF DARK JOY
(ODE Á BANDA PEARL JAM)

A flor da alacridade soturna
Descerra-se na tez da minha mente
Quando ouço a melodiosa estrada de guitarras
Emitir um suave som estridente.

Ele percorre todo o duto existente em meu corpo
Ao entranhar-se no sangue cálido,
Tornando-o magma, ígneo, escaldante lava,
A energia do sol, a reencarnação do fogo!

No entanto, como em contraponto,
A rede de pêlos, que envolve a derme,
Fica ultra-eriçada como se estivesse
Recoberta por um denso fluido de água gélida, quase neve.

As letras são lufadas de dor
Que irrompem-me a córnea, a retina, os neurônios:
Transformam-me os pensamentos
Em cristalinos espelhos,
Onde posso contemplar a aura
Do verdadeiro eu de uma considerável parte dos homens:
Uma vez lá, me deparo com um imensurável
Deserto. O deserto do amor pela sua acolhedora casa
E por seus irmãos de ventre, berço, última morada.

A voz de Ed me enternece:
Parece que dela emana
Um brado que é dele e o lacera,
Todavia, é de todos aqueles que sofrem
De um falso lume do amor pessoal, altruísta ou magnânimo.

O seu canto é depressivo:
A depressão é uma reação
Á onipresença onipotente da impotência
Que o trucida por não enxergar o punhal do girassol
Para lutar contra a vil-metálica opressão atroz e ferina.

Ah, ainda que não seja adepto da psicodelia,
Quando ouço a melodiosa estrada de guitarras,
Me entrego ás orquídeas alucinógenas
Que, na transparência da imagem,
Me revelam a cor da verdade.
Então me sinto absorver pelo rei dos vácuos,
E depois que a sua presença se dissolve,
Brota em mim a dor do eterno naufrágio
Por saber que minha consciência sabe
Que a única arma que tenho para a contenda
É ser um cavaleiro inconformado.

Ah, quando ouço a melodiosa estrada de guitarras
Emitir seu suave som estridente,
Conheço a natureza da dor
Que ecoa na alma das oprimidas gentes
Quais no torpe cosmo de Pandora
Estão aos montes,
São contínuas enchentes caudalosas;
E n’alma de mim mesmo, oceano do nada na História.

03/02/008

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

Dor da saudade

Silencioso brado
Implode meu coração
Delineando a convivência
Eterniza a experiência

No tempo das lembranças
Coloridos momentos
Imprimem as emoções
Energizando as esperanças.

A Palavra

Qual a arma mais destrutiva da Terra
Que pode levar o mundo à guerra
E aniquilar a humanidade
Sem ter dó nem piedade?
Uma arma que não é feita de matéria,
Que não tem massa; é etérea
Que tem a alma preta
Dentro de minha caneta?
Dê-me um dicionário
E serei um revolucionário.
Deixe-me falar por um segundo
E eu incendeio esse mundo,
Dê-me a sabedoria,
Põe em minha boca a artilharia
E acabo com tua raça
Numa nuvem de fumaça.

Essa arma pulsante e viva
Que voa com minha saliva
É fruto de minha lavra.
Ela chama-se palavra!

Este poema é
dedicado a ti !
Oh seu comilão
não comas esse bombom!!
Que é para mim!!!

Ah, se eu soubesse

Se eu soubesse poetizar,
lindos versos eu sublimaria.
De amor eu poderia falar
e com palavras o exaltaria.

Entristeço-me. Só sei rabiscar,
garatujando mil folhas de papel.
As palavras que surgem no ar,
vão bailando ao som de Ravel.

Tantas palavras, ricas e nobres
tantas expressões, tanta beleza.
Fazem-me sentir tão pobre,
diante de abundante riqueza.

Então, com sutis movimentos,
vou procurando encontrá-las.
Mas fogem a todo momento,
não me deixam expressá-las.

Surgem como estrela cadente
querendo, ao certo, me iluminar.
Depois somem de forma pungente,
ofuscando o meu versejar.

E, em meio a toda essa ilusão
vou absorvendo os meus dilemas,
sem as palavras de inspiração,
eu abstenho os meus poemas.

Luzia Duarte

AMOR, CLEMÊNCIA!

Ficar sem a tua presença,
conviver com a tua ausência,
acabar com a convivência,
de toda nossa existência?

Amor, desculpe a insistência
eu não quero desavença.

Só te peço paciência,
peço que me convença,
me explique essa ciência
que é suportar tua ausência.

Amor,
perdoe -me.

Eu perdi a consciência,
por não ter experiência,
não aceitar abstinência,
causada por tanta ausência
achando que é penitência.

Clemência!

Luzia Duarte

O SER HUMANO

O ser humano é prolífero,
e não sabe se cuidar.
Se torna um ser promíscuo,
um desertor, um sem lar.

Reluta, finge, disfarça
Pra assumir o que é.
Torna-se grande a labuta,
pra decidir o que quer.

Conserva a sua energia,
como uma auto-defesa.
Luta muito, no dia a dia,
pra ser campeão em destreza.

Tem percepção especial,
pois distingue o mal do bem.
Sua inteligência é fenomenal,
mas não valoriza o que tem.

Luzia Duarte

MÚSICA (Eu-Lírico)

Sou ritmo, alegria
as vezes tristeza,
mas sou melodia,

Quem me canta
se encanta,
quem me ouve
tem o seu dia.

Sou som suave,
som clássico,
sou nostalgia.

Sou música,
sou vital,
sou poema,
sou poesia.

Luzia Duarte

INSANO e PROFANO

Mais um louco no mundo,
mais um pouco de louco no mundo,
se no mundo tem pouco louco,
que nasça um louco a cada segundo.

Essa loucura que vai semeando,
a mente do ser humano profano,
espalha-se e vai germinando,
Em seu caminho vai propagando.

Se esse mundo continuar assim,
espalhando tanta descrença,
certamente será esse o fim,
destruindo nossa fé e esperança.

Quanta beleza existe
Vamos procurar semear.
Vem um louco, surge insistente,
idolatra a guerra, vem contaminar.

Aparecem os seus seguidores,
de todo e de qualquer lugar,
endeusando os seus senhores,
que só pensam em lutar, lutar.

Quem não acredita em nada,
e da fé não faz esperança
está certamente enganada,
pois ter fé, só trás segurança.

Se um louco quer ser louco,
que seja um louco sozinho,
não semeie pouco a pouco,
loucura em nosso caminho.

Luzia Duarte

DESAFIO

Joguei fora
os cacos,
trapos,
farrapos,
retalhos;

Destrui
lembranças,
retratos,
fases,
e fatos;

Desfiz
os planos,
projetos,
e sonhos.

Joguei tudo fora,
fiz um desafio.

Você foi embora,
me deixou um vazio.

Luzia Duarte

As mãos tremem em sinal de dor
A cabeça vai fraquejando em sinal de amor
Dum momento para o outro não temos nada
Apenas a desilusão
Que devagarinho vai-se instalado diante do coração

De que vale esconder a verdade
Se quando ela e descoberta
Ficamos assim nesta infelicidade

As minhas mãos tremendo
Mãos de poeta escrevendo
A triste poesia
Que não me faz apagar a desilusão que comigo trazia

Desilusão é verdade
Sentimento de tamanha crueldade
Parece que não a temos mas ela existe na realidade

um dia,um sabio disse ;a riqueza do ser humano
mede-se pela quantidade, d amigos obrigado por vc fazer part da minha riqueza!

ontem pensei em vc talvez por ter olhado o céu e visto as estrela ñ por serem
parecidas com o brilho do seu olhar e sim por estarem tão distante de mim

bacanaseria se toda lagrima fosse d alegria bacana seria se toda saudade morresse num reencontro mais bacana seria mesmo se todas as pessoas fossem igual a vc

Esse é mais um daqueles. É aquela sensação disfarçada de estar fazendo agora a mesma coisa que já fizeram antes, mesmo assim você tem que dizer. Nenhuma coisa que tá aí é uma coisa que ainda não foi. A coisa continua a mesma.

De novo, o açúcar com café que não me mata. De novo, o suicídio que não me acorda.

Esse é mais um daqueles. Nem digo círculo, porque o melhor seria o oito deitado: o símbolo do infinito! É piada dizer que desfaço o desenho assim por dizer. Não me ensinaram na escola. Essa coisa que já foi é a mesma coisa que tá aí. Se não sou eu, quem é? É preciso acreditar que alguém vai acabar com o desenho. Isso, sim, me ensinaram na escola. De novo,

esse é como os outros. Ainda naquela de busca, quando parece que já nem tem jeito. Não tem jeito nenhum o que faço: é cousa mesma, é mesma coisa. Gostar da mesma coisa é ficar na mesma. Melhor dizer do que fingir não ter ido nunca na escola.

Ow! sweet town, sweet town, já não vejo o ar que te respiram, já não corro em razão de tua cura; teus beijos não são beijos (escrevi pra lembrar); já nem consigo me revoltar por ti em vão. Ow, ow!

Esse é como os outros. Os vivos gostam de manter os mortos vivos, mas nem todo morto acorda. Sweet town, sweet town, são construções altas com riscos de ruínas, mas elas não se vão de uma vez por todas: elas voltam, mudam de endereço. Mudar de endereço não é mudar de dono. Esse vidro quebrado que de longe dá pra ver lá fora, não vê nem lá fora direito. Ow! sweet, sweet! Teu doce reembalado pelas indústrias de mesmo nome, teus cachos de gente em frente ao espelho. News, sweet town! News não há! Existem somente as linhas do tempo,

enroladas naquilo que, em mim, é como nos outros.

============================================

Rafael Coelho
rafaelferreiracoelho@uol.com

Esqueci: o nome do negócio aí em cima é METROPOLITAN NEWS.

SUJEITO OCULTO (Victor Colonna)

O problema são as conjunções desconjuntadas
As interjeições rejeitadas
Os adjetivos desajeitados
Os substantivos sem substância
As relações de deselegância entre as palavras.

É preciso superar o superlativo:
O absoluto sintético
E o analítico.
Achar o verso
Entre o verbo epilético
E o pronome sifilítico.

Falta definir o artigo inoxidável
O numeral incontável, impagável.

Resta procurar o objeto direto
Situar o particípio passado
E o pretérito mais-que-perfeito

Desvendar a rima
Desnudar a palavra
Encontrar o predicado
E revelar o sujeito.

CURTO-CIRCUITO (Victor Colonna)

De repente eu paro e olho: é ele!
E desengato marcha-a-ré crescente
Meu rosto fica roxo, vermelho
E desamarra-se o elo da corrente.

Curto-circuito, incêndio, tragédia!
E meu cabelo arrepiado espeta
E meu pulso desencapado te choca
E meu corpo endiabrado, capeta.

E meu peito pega fogo: vida
Um calor que se desprende e solta
Amor é caminho longo: é ida
É só ida. Não tem volta.

http://www.deitandooverbo.wordpress.com

Poeta, Poesia e Tecnologia

A poesia não morreu,
mas o poeta é que quase foi esquecido
Por entre tecnologias
e avanços do mundo moderno
O coração foi adormecido
Mas as revoluções do moderno
aos poetas chegaram
E nestas páginas todos irão encontrar
Poesias, estórias,
contos de amor ou de dor
Nas diversidades que somente
os poetas poderão demonstrar

Convido a todos os poetas e amantes da poesia a participarem e conhecerem o portal Sociedade Mundial dos Poetas
http://www.sociedademundialdospoetas.com.br

DOWNLOAD DO ALÉM

Noite do espanto
fui baixar um arquivo
baixou-me um santo

MEDITAÇÃO

Em silêncio eu oro
nenhuma estrela cadente
só passa meteoro

INFERNINHO

Noite de inverno
Um chopinho bem gelado
é servido no inferno

- Prometo amar-te
acima de minhas forças.

Ela sabe que eu sou fraco.
Eu sei que ela não é moça.

- Prometo aturar-te
até que invente outra onda.

Ela sabe que eu traio
e a compra come solta.

- Prometo descasar-me
para voltar ao que eu era.

Ela sabe que estou falindo
eu sei que se faz de boba.

- Prometo desfazer-me
há tanta vida pela frente.

Ela sabe que tenho planos,
eu sei o quanto é inteligente.

- Prometo deixar-te.
Chifre dói mais que dente.

Para o padre chora as mágoas,
ao vizinho se doa diariamente.

Soando como sino.

O meu canto é triste,
De uma própria natureza,
Do que em mim existe,
De pura tristeza.

Meu canto revela,
O oculto no coração,
Da dor que martela,
Eterna aflição.

Soando como sino,
Que está sempre badalando,
Triste desatino.

Meu canto são prantos,
Versos estalando assim,
Por todos os cantos,
Lá dentro de mim.

Meu canto é o real,
Súbito estrondo de trauma,
Bate sem igual,
Lá no íntimo da Alma.

Soando como sino,
Que está sempre badalando,
Triste desatino.

ED SILVA POETA

Responder

A dura pena

A dureza desta vida,
Não é a angústia do morre não morre,
A dureza desta vida,
Não é a lágrima que escorre.
A dureza desta vida,
Não são as horas de solidão,
A dureza desta vida,
Não é ter saudade no caração.

Pior que os males do amor,
É a dura pena de ser castigado,
De passar por está vida ,
Sem nunca ter amado.

Sabe ser bem mais forte,
Quem na fúria da dor ,
Leva dentro do peito,
As lembranças de um grande Amor.

ED SILVA

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)