Poesia & Companhia

Porque não – Cultura, Ordem e Progresso?

Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008

 

Um amigo gringo, certa vez perguntou:

 

_ O que significam as palavras Ordem e Progresso da bandeira do seu país?

 

Então eu respondi:

 

_ A palavra progresso significa que o congresso está em regresso sem processo de projetos.

 

Ele simplesmente exclamou:

 

_ Esquisito!

 

E eu, sem muito entusiasmo para rimar e argumentar, disse:

 

_ Esquisito mesmo, por isso nem me arrisco a dizer o que significa a palavra Ordem.

 

O meu amigo gringo riu compulsivamente e afirmou:

 

_ Ledo amigo brasileiro… Esquisito em meu país é um elogio – Algo que lhe disse para vangloriar o que realmente é rico em seu país – a língua. Mas, nem mesmo tua rima e metáfora salvaram a sua ignorância do meu comentário…

 

E para perder a razão com classe, concluí:

 

_ A Cultura é algo que não está em Progresso em nosso país, mas a língua está em Ordem.

 

 

Prólogo:

Dizer que o Brasil tem cultura, é o mesmo em dizer que o Japão é celeiro mundial, ou afirmar que os Estados Unidos considera-se país de primeiro mundo porque conhece em prática muito correta o significado da palavra progresso, e não porque foi o maior investidor em armamentos para a Guerra Mundial. Mas, prometo que na próxima conversa com meu amigo gringo, arrisco a perguntar – O que significa mesmo a palavra ONU?

GITA HABIBA

1 Resposta para "Porque não – Cultura, Ordem e Progresso?"

Sinceramente, fiquei em dúvida. O que é cultura?

Abraço

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)