Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008
Mãe, lá vem ela com suas surpresas
Lá vem ela com suas ciladas
Vem com suas espadas e medalhas
Mãe, lá vem ela com suas fumaças
Vem com o vapor imundo.
Vê mãe, ela nos abraça
Pai, lá vem ela com sua arrogância
Vem no ritmo da morte
Lá vem ela com sua dança
Pai, lá vem ela matando as crianças
Lá vem com seus demônios que devoram esperança
Mãe, lá vem o monstro mecânico,
com sua boca barulhenta
Ela vem com suas chamas
Lá vem ela com suas balas e as gentes pulverizadas
Pai, lá vem os filhos do engano
Eu vejo o mundo em despadaço
Mãe, vê as lágrimas de outras mães,
que veêm outros pais em pedaços
Mãe, lá vem por trás dela, outros homens
Que são homens como outros homens quê fogem dela
Pai, lá vem ela nivelando com a medida justa
Com os horrores da disputa
Lá vem a sangrenta luta
Mãe, para ela todos são iguais,
todos são mortais
Lá vem a ideologia que diante da vida, nada significa
Pai, e sê não tiver homens para impedí-la ?
Essa doença, a parasita, que corroe sua própria carne ?
Mãe, vamos fugir para outro mundo,
vamos navegar até as Plêiades
Mãe, vamos voar para as estrelas,
Vamos cessar de ser gente
Vamos Pai, vamos dar um passo a frente
Deixa a guerra pra depois,
vamos sair do continente
E mesmo depois que ela passa
Fica a marca das pegadas
Fica os pais nas sarjetas
Fica o sangue esparramado
Misturado com a pólvora, o sangue de outras gentes
Ficam mães chorando por seus filhos e parentes
Mãe, Pai, agora já não dá mais tempo de fugir
Sobre os inocentes, ela já está por vir
Fecha os olhos pai
Fecha os olhos mãe
Cobre o meu corpo com a coberta, por quê as bombas frias vão cair.
Dá-me um beijo e vamos dormir.
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Agosto 10, 2008 às 8:16 pm
Sempre a nós espreitar, o olhar cobiçoso da guerra.
Bem,só na última semana foram noticiados o conflito na Georgia, e na Mauritânia, o holocausto e o “despejo” da bomba atômica no Japão se tornando senis .Mas a milênios o oriente médio ferve em sangue,ódio.E todo dia a herança deixada pelos tempos de colonização e opressão europeia na África dá o ar da graça.
Não meus amigos os fins não justificam os meios,principalmente quando a pauta é o ódio(Vide só o que nos traz o poema do Ivan).Uma possível melhora economica a sombra de uma “falsa democracia” de nada servem em nações retalhadas.No âmago dos seres “desumanos” isso é só uma desculpa pra satisfazer o sadismo.
Como já dito e repetido muitas vezes o homem é o lobo do homem!Gostaria de fechar o comentário com uma dica de poemas a respeito do assunto, é o autor palestino Mahmoud Darwish(que por coincidência descobri hoje ao ler as notícias)algumas poemas dele por ser encontrados em
[http://www.poemhunter.com/mahmoud-darwish/]
Particularmente recomendo a leitura de “Under Siegue”
Posteriormente me disponho a traduzi-los e postar em “Mestres da poesia”
Pedindo lincença ao amigo Ivan(já que esse trecho do meu comentário deveria estar em “Recados”,gostaria de divulgar um poema de minha autoria denominado “Auto pela Guerra”,feito quando li sobre a 20ª Marcha da vida,realizada em Auchwitz, mas como acho não ser adequado para a comunidade(por certos trechos “mais conturbados”)tá ai link a quem interessar:
[http://epicosubmundo.blogspot.com/2008/05/lxxvi-auto-pela-guerra.html]