Poesia & Companhia

Archive for Agosto 2008

EPITÁFIO PARA UM AMIGO IMAGINÁRIO

Publicado por: Fabio R. em: Agosto 15, 2008

Como forjar o arrepiou da pele frente às gotas de chuva?
Como forjar coragem frente às barbas do medo?
Como esquecer da falta de ar ao engatilhar o cobiçado beijo?
Como esquecer o cheiro do sexo impregnado mesmo após o banho?
Há tantas coisas que podem incitar a vertigem;
Até mesmo para um amigo imaginário, uma [...]

Poesia para tempos de guerra

Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008

Estórias para contar antes de dormir

Mãe, lá vem ela com suas surpresas
Lá vem ela com suas ciladas
Vem com suas espadas e medalhas
Mãe, lá vem ela com suas fumaças
Vem com o vapor imundo.
Vê mãe, ela nos abraça
Pai, lá vem ela com sua arrogância
Vem no ritmo da morte
Lá vem ela com sua dança
Pai, lá vem ela matando [...]

A Lua dos Loucos

Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008

No meu telhado, tem uma nave
Tem estrelas, lumináres, tem querubins alados
Tem um espaço inteiro reservado
Exclusivo, dedicado.
Meu telhado é um santuário
No meu telhado, tem uma chave
Que abre todos os portais dos teus sistemas solares
Tem um caminho de cristais, de quazáres
Como nas estradas de Minas Gerais,
estrada de pó de estrelas, de pedregais
No meu telhado, há cobertas para [...]


 

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

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