Poesia & Companhia

A vida em quadrinhos

Publicado por: Ivan Santos em: Maio 7, 2008

A Lenda do Sub-Homen

As Super-promessas
Dos Super-discursos
São um Super-engano
Para os Super-ingênuos

Foram Super-idiotas
Na Super-votação
Fazendo Super-demagogo
Um Super-Campeão

Agora que o Super-político
Tem seu Super-escritório
A sua Super-memória
Deu-se um Super-apagão

Enquanto na Super-votação
Do Super-congresso
Seus Super-salários
Recebem Super-aumento

As Super-corrupções
Dos Super-dirigentes
São Super-abafados
Em Super-reuniões

E mesmo que os Super-ingênuos
Façam Super-manifestação
Contra os Super-aumentos
Contra os Super-campeões

A Super-polícia
Com seus Super-camburões
Desperçam com Super-violência
As Super-manifestações

E a estória se repete
Com detalhes e confetes
Político são os mesmos
Hoje, ontem e sempre?

Os Super-corruptos
Com suas Super-mansões
Com seus Super-feriados
Com seus Super-carrões

Deixam a população a merce
Sem respostas e sem saída
Sem saúde e sem ajuda
Sem coragem pra vencer

Vencer a vida sofrida
Vencer a ignorancia maldita
Vencer as drogas e armas
Vencer nas votações

Até na Liga da justiça
Nem Advogados e Doutores
Nem Juizes e Julgamentos
Nem mesmo Legisladores

Quebram a Super-corrente
Da sociedade Super-doente
Super-complacente
Do sub-mundo, de super-vilões

Somente os sub-humanos
Enfrentam Super-fome
Nos subterrâneos
Da Super-nação

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1 Resposta para "A vida em quadrinhos"

Ivan, Saudações;

Esse ciclo vicioso parace que já ganhou a anistia!
Muitos são os projetos pra quebrá-lo(a próvavel kriptonita),nos arquivos das camâras(nacional,estaduais e municipais),do senado,das Ongs, na cabeça dos intelectuais,etc…

Acontece que a sociedade brasileira parace que se acostumou a chamar o outro de “coitado”, e se orgulha de chamar todo político de ladrão(e ainda se orgulha que os outros concordem com ela neste último), se orgulha do tal “jeitinho brasileiro”.

Como fazer a diferença nesta sociedade meu amigo ,as possibilidades são várias,mas o primeiro passo seja talvez tomar consciência de tudo que fazemos afeta o outro pro bem ou pro mal,inclusive aquilo em que nos omitimos.

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)