Publicado por: Ivan Santos em: Maio 5, 2008
Mesmo que a presa corra em desespero
E procure uma saída do atropelo
Mesmo que a corrida seja plena
E a geografia seja sana
Mesmo que o vento espalhe o cheiro
Entre as árvores e colinas
Desviando o desejo
Fabricando sem sucesso
Calculando o movimento
Salivando o contento
Almejando o momento
Vendo a carne nua e crua
Carne crua alimentada
Pelo sangue quente e fresco
A besta ainda procura
Prosseguindo na aventura
Mas a presa já cansada
Sem reclíneo no momento
Sem destino e já perdida
O passo perde o intento
Vem a besta aproximando
Sua força avantajada
Com os dentes tão pontudos
Suas unhas amoladas
Provam a carne crua e quente
Sem demora e sem piedade
Com a vitória ao alcance
O extinto faz presente
Enquanto a presa perde a carne
Do seu corpo em despedaço
Com a dor de um segundo
Com a vida por um laço
A presa cai em um instante
Como o golpe determina
Com a besta já em cima
Posição de assassina
Mas a presa nao desiste
com o pouco que lhe sobra
Com uma manobra inesperada
Um solavanco, uma patada
Acerta a besta por um encanto
Arranca a carne de um tanto
Tantos ossos revelando
Que o sangue fica jorrando
Com o sangue não distinto
O horror e os despedaços
Pela terra assinalada
Deixa o solo em vinho tinto
Misturas as carnes nua e crua
Como uma trégua sem diálogo
Departem uma da outra
Com os corpos delacerados
Com o sangue ainda vertendo
A besta sem força e sem contento
Cai ao lado agonizando
Com a carne ensanguentada
E a presa sai marchando
Mas com a sorte do seu lado
Sem lamento e sem demora
Vivendo de um golpe afortunado
Exposta a outras bestas
Que o duelo assistiram
A Besta ficou no chão sofrendo
Com a carne nua e exposta
Vira presa sem demora.
Setembro 18, 2008 às 4:08 pm
Comento sem dor por o momento, onde no depoimento poetico, a saga entre presa e predador onde a dor da fome e o medo do homem o fez reagir e com um golpe de sorte, se desferiu na morte deixando o predador na dor, e a presa ferida com a carne exposta e a vida por um fio, sente o que o homem sentiu sendo a preza da morte e do predador que concerteza vira para acabar o que o destino lhe reservou. Carne crua,carniça morto agonizante por vivo ou morte que veio sorateiro e sutil cravando-lhe a dor e desfalendo o combustivel e o motor da vida, sangue e coração. Poeta não, apenas observador. Olhe nos olhos da dor e vera a morte, olhe nos olhos da morte e vera a alegria de barriga cheia antes vazia, feliz por viver matar e comer. A grande besta e a presa que escapou, acaso não sabia que perigo corria indo ao encontro da ferra que se dilacera de fome em seu territorio. Ignora os perigos e vou sem medo,o segredo se revelou o medo o solvou,por um triz que seje feliz a besta humana que se engana com a corragem, a força esta no medo, esse e o segredo da gerra do mal e por medo que lutamos,quem tem coragem faz só o que presisa ser feito, com todo respeito a besta e os filhos de Deus.