Poesia & Companhia

Além da Crença

Publicado por: Fabio R. em: Abril 6, 2008

( AS COBRAS-LUÍS FERNANDO VERISSÍMO)

Se A comunga com B,
E flerta com C uma intersecção,
Isso é silogismo ou traição?

Assim como a retórica do corpo,
Arquitetando uma experimentação,
Pelas vias do imoral!

Enquanto teóricos vislumbram,
Galáxias no papel para decifram,
Onde é concebida a metafísica!

Além da crença a ação,
Dum matreiro avarento,
Contabilizando o valor venal,
Da sua progênie avariada!

Além da crença o cético evangeliza,
Desapego em tuas memórias,
E no ocaso das forças,
Roga pelo aconchego á Nossa Senhora!

Enquanto práticos dissecam nervos,
Localizados no solilóquio da abstração,
A fim de responder se é celícola ou perversa?
A procedência da motivação!

Além da crença o vernáculo,
Simboliza a transmissão chuviscada,
Duma inventividade vigiada!

Quem soletra: Da-nem-se!
Os teóricos e os práticos!

Uma vez que além da crença,
Há somente estupidez!

—————————–

Por Fabio R.

2 Respostas para "Além da Crença"

O poema “Além da Crença” é uma auto-afirmação, de que o procurar motivos escondidos em tudo,seja pelas vias da ciência,seja pelas vias da filosofia, as vezes torra a paciência.As vezes é mais prazeroso aceitar que aquilo existe e pronto, deixar a imaginação fluir um pouco para outras coisas.

O texto também é um questionamento a respeito do ceticismo filosófico, sua conclusão:” ceticismo filosófico é um conto de fadas” “algo de prática impossível” enfim” pose” .Afinal, os que se dizem céticos tem pensamentos irracionais mesmo que esse seja:” sou superior plenamente superior e invulnerável ao primitivismo do misticismo”. E esse achar-se invunerável a qualquer influência nesse campo essa é a “estupidez do investigar no além da crença”.

Um abraço a todos.

“Poema de cair o queixo!”

Quase, inacreditável afirmação Fabio, “estupidez do investigar no além da crença”.

Nossos sentidos estão sempre “ligados” para que se investigue o quê há em nossa volta. Querendo ou não.

Agora, dar sentido a cada “ponto e vírgula” vai da disponibilidade e preguiça de cada ser pensante.

Não se pode ignorar o sentido do pensamento filosófico na procura da razão.

Existir e pensar é parte de um todo, sendo cético ou não.

No pecado da conformidade de matéria inanimada, mesmo sendo descrente há que acrescentar o peso, o volume e o estado da matéria em sí e as leis que são quase sempre universais.

Existe em nossa sociedade os seguidores e adoradores da Inércia. Aqueles que dormem tranquilos pousando o peso de sua cabeça na maciez de um travesseiro chamado “Fé”.

Exite também outros que não suportam a leveza da mente quieta. Procurando em sí uma razão para cada “pena do travesseiro” e assim perdendo noites dormidas.

A verdade é que não há verdade absoluta!

E isso é uma verdade.

Ivan.

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)