Publicado por: carloseduardobonfa em: Março 24, 2008
Olá Carlos parabéns pelo texto,
Seu texto me remeteu aos tempos em que em sessões de estudo da doutrina espiríta Kardecista, discutiamos o “estado córporeo”(de encarnação), como um estado primitivo da alma, em seu estado de criação natural ignorante, e seus relacionamentos como um simples estado de expiação que necessita pouco a pouco ser superado como aprimoramento
ao espírito.(Enfim toda o pensamento positivista que se relaciona a essa doutrina religiosa).
De maneira figurada, encaro o corpo também, como uma estado de padrão binário que limita nosso pesamento ao estado material.O que lhe é diferente ” O corpo” digere e molda em seu próprio estrato(imagem).
Um abraço
Gostei!
Março 29, 2008 às 11:09 pm
O poema “Corpo” atenta para o aspecto material da existência, para a condição corporal do ser humano. O corpo é uma fatalidade. Nascemos corpo, e morremos quando deixamos de ser corpo. É o elemento histórico-social que faz com que nos reconheçamos, primeiramente, humanos, para depois identificarmos também nossa raça, nosso meio, nossas capacidades, nossas vocações. Tudo passa pelo corpo. Nossa apreensão da realidade se dá através dele, isto é, de seus sentidos. Se atentarmos para essa fatalidade, esse convívio incessante e irrevogável (somos lançados no mundo nessa condição), pode ser desagradável. O corpo, caminho de nossa liberdade, pode causar um sentimento de cárcere, com suas dores, suas impossibilidades, suas doenças, seus odores, que constituem sua própria natureza.