Poesia & Companhia

CORPO

Publicado por: carloseduardobonfa em: Março 24, 2008

Estar preso ao corpo
Não poder ser nada além de corpo
Tudo passar pelo corpo
Incomoda
Mesmo dando prazer
Incomoda
Sentir-se corpo
Sentir o corpo
O próprio hálito
Incomoda
O odor de borracha, de silicone
Que às vezes se desprende
E que nem a poesia muito alivia
Porque até ela passa pelo corpo
Porque até o Além passa pelo corpo

4 Respostas para "CORPO"

O poema “Corpo” atenta para o aspecto material da existência, para a condição corporal do ser humano. O corpo é uma fatalidade. Nascemos corpo, e morremos quando deixamos de ser corpo. É o elemento histórico-social que faz com que nos reconheçamos, primeiramente, humanos, para depois identificarmos também nossa raça, nosso meio, nossas capacidades, nossas vocações. Tudo passa pelo corpo. Nossa apreensão da realidade se dá através dele, isto é, de seus sentidos. Se atentarmos para essa fatalidade, esse convívio incessante e irrevogável (somos lançados no mundo nessa condição), pode ser desagradável. O corpo, caminho de nossa liberdade, pode causar um sentimento de cárcere, com suas dores, suas impossibilidades, suas doenças, seus odores, que constituem sua própria natureza.

Olá Carlos parabéns pelo texto,

Seu texto me remeteu aos tempos em que em sessões de estudo da doutrina espiríta Kardecista, discutiamos o “estado córporeo”(de encarnação), como um estado primitivo da alma, em seu estado de criação natural ignorante, e seus relacionamentos como um simples estado de expiação que necessita pouco a pouco ser superado como aprimoramento
ao espírito.(Enfim toda o pensamento positivista que se relaciona a essa doutrina religiosa).

De maneira figurada, encaro o corpo também, como uma estado de padrão binário que limita nosso pesamento ao estado material.O que lhe é diferente ” O corpo” digere e molda em seu próprio estrato(imagem).

Um abraço

O corpo, apenas uma matéria que fica para dar a impressão de humanos, depois de todo este existêncialismo, no final apodrecemos debaixo da terra…e o espírito se liberta!

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)