Poesia & Companhia

Silvícola

Publicado por: Fabio R. em: Março 15, 2008

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Se antítese metaforiza !
Nem todo canto universal
No parapeito harmoniza!
Anacoluto em flexão verbal

Primar pelo louvor
Em bocejos de parvoíce!
Aclamar por estupor
Antologias de parolice!

O contestador a papila priva
Que co’a arte simplória contenta!
Já ao símio se alimenta

Com tudo que lhe assemelha!
Já ao silvícola não importa
Onde a crítica lhe enfoca!

1 Resposta para "Silvícola"

Olá amigos,

este texto foi feito sobre o questionamento do porque escrever poesia,e o que buscar em cada texto.

Escrever poesias simplesmente para expressar sentimentos íntimos ?Para obter elogios de crítica?Para mostrar dons artistícos?Para expressar insatisfações?

Essa pergunta eu gostaria que cada um respondesse para discutirmos o que nos motiva e como aproveitar a poesia para um “bem comum”
——————————————————
Eu vou começar contando meus motivos para escrever “poesia”

Para começar eu nunca tive as letras como profissão comecei a escrever por dois motivos:—para passar o tempo;
—para espantar a insônia;

Hoje escrevo pra responder a simples pergunta:serei eu um ser inteligente ou apenas mais um animal na face da Terra?

Para finalizar esse comentário gostaria de deixar
um abraço a todos e agraciá-los com um poema de Fernando Pessoa
—————————————

Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida …
Sou isso, enfim …
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
————————————-
em “POEMAS DE ÁLVAROS DE CAMPOS”

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

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