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Tira da Mentira

Publicado por: poetisagitahabiba em: Março 3, 2008


Calejado não se aleija por calcar calos
Esquecidos são resquícios porque rimam com suicídio
Sobra obra a quem ora
Impera em Eras quem ímpar era…
Estratégia sem rédeas é tragédia

Verdades não tem idade
E nunca serão tardias em teus dias!
Mentira tira um homem da mira
Ainda por ira é mera tirania, uma ironia…
Mente quem sente que seu ente é demente
Indecente mente,
Consciente mente,

Ante ou perante tantos errantes
Resta esta estigma como enigma
Brinco com isto porque não posso com aquilo
Quando posso – aniquilo!

por Gita Habiba

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2 Respostas para "Tira da Mentira"

Tira da Mentira foi uma tentativa de rimar metáforas e seus significados de antônimos e sinônimos. No sentido literal, uma brincadeira fonética, no moralismo, um aforismo de iguais desmerecimentos, ético e social diante de um só prisma, nossa consciência.

Calejado não se aleija por calcar calos
Esquecidos são resquícios porque rimam com suicídio
***Para definir em uma palavra, seriam as pessoas desajustadas da sociedade

Sobra obra a quem ora
Impera em Eras quem ímpar era…
***Aqui, o antônimo da primeira parte, reconhecendo os ajustados, pessoas que fazem a diferença por suas atitudes…

Estratégia sem rédeas é tragédia
***Afirmação de que independente de cada condição, qualquer idéia sem devida coerência ou razão, é na verdade mais uma conjectura sem trunfo ou atitude de valores caóticos…

Verdades não tem idade
E nunca serão tardias em teus dias!
Mentira tira um homem da mira
Ainda por ira é mera tirania, uma ironia…
*** Alegação de que diante de nós, existe a liberdade de expressão e a prisão das consequências…

Mente quem sente que seu ente é demente
Indecente mente,
Consciente mente,
***Uma justificativa muito imparcial daquilo que é irreal, uma mentira, uma ilusão, sendo que tal propósito, ainda é irrelevante perante o porque em mentir, a nossa mente ainda é a mais indecentemente ou conscientemente enganada…

Ante ou perante tantos errantes
Resta esta estigma como enigma
Brinco com isto porque não posso com aquilo
Quando posso – aniquilo!
***Diante de tantas possibilidades justas ou injustas, o que nos resta é questionar ou simplesmente acomodar, e por fim, o trocadilho sobre isso, que se acomodamos, estamos brincando com aquilo que é inimigo do que somos apáticos, e óbvio, o antônimo de tudo isso, a quem ainda luta por seus princípios!

Meu amor.
Tão bela quando você, são suas palavras. Eu poderia escrever um livro agora, só de elogios para com você. Mas me limito nesse momento a comentar uma frase :

“Verdades não tem idade
E nunca serão tardias em teus dias!”

Friedrich Nietzsche disse certa vez que “A busca pela verdade ainda há de nos arrastar para muitas aventuras”. Nós somos um nó de questões e um turbilhão de dúvidas… por isso não vejo porque defender de forma tão brutal a verdade…porque a verdade é mutável. Me veio a memória a frase de Lutero ao dizer: “Busquemos a paz se for possível, mas a verdade a qualquer custo”, oh, pobre Lutero… em nome de uma verdade destruimos toda possibilidade de Paz.

Meu amor, que a Deus nos livre da mentira, mas que nos afaste ainda mais de nossas verdades imutáveis, afinal de contas “Convicções são prisões” …

Tira da Mentira, tiro na mentira … morte à verdade! E viva a vida, que não é nem mentira nem verdade … é so VIDA!

Te amo!

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

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