Poesia & Companhia

Trajado de Tragédias

Publicado por: poetisagitahabiba em: Fevereiro 5, 2008

 

Vestido ou Pelado

Quando a miséria quer seus bens

Não tem pena do mal trajado

Ou das tragédias que lhe convém

 

Vamos a rigor

Para festa que personalidade e caráter não entra

 

Pode usar a camisa da preguiça

Vestir aquele paletó – de dó

Não esqueça na cabeça

Do chapéu cruel

E nas mãos, a mala sem alça…

 

Desafortunado é aquele vestido de vestígios:

Dos males da sociedade.

Coitado é aquele pelado, sem traje da verdade.

 

Os verdadeiros pedintes

Estão entre nós, a espreita da inveja

 

Mendigo não se traje

Ultraje…

 

 

Dedicatória:

Aos mendigos de Rua  – Os verdadeiros trajados de tragédias

Aos mendigos do nosso Contexto – Miseráveis que usam o terno do ultraje…

 

1 Resposta para "Trajado de Tragédias"

Trajado de Tragédias,

É uma réplica aos mendigos que obviamente estão na rua, e são ultrajados pela condição humana e social… Além dos verdadeiros mendigos que estão na poltrona do poder, em ministérios da roubalheira…
Acho que muitos conhecem o termo DE FATO e DE DIREITO…
Pois bem… os mendigos de rua, são DE FATO, aqueles a margem da sobrevivência, da miséria, ultrajados por alguma decência… e DE DIREITO, os verdadeiros mendigos, estão em festas sultuosas, viagens glamourusas, porque ultrajaram o cofre público… Estes mendigos, não vestem o paletó de dó…
Então pergunto: Quem é mais mendigo que quem?

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

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