Poesia & Companhia

Legitimidade

Publicado por: Fabio R. em: Fevereiro 3, 2008

Grafiti em periferia

LEGITIMIDADE

Deboche de alusivas possessões

Contate as valiosas indagações

Legitime caóticas encenações

 

Tracejando narcóticas transmissões

Personificando maléficas justificativas

Saqueando epiléticas discursivas

 

Aferindo os valores outrora engajados

Transcrevendo-os em rumores forjados

Empunhando as armas para o assalto

Saudando a submersão das autarquias

 

2 Respostas para "Legitimidade"

Não meus amigos, não é um discursso ANARQUISTA.Porque sinceramente anarquia é uma bobagem adolescente,vide seus autores.

Seria uma invocação a guerrilha civil?Não meus amigos…a guerrilha é outra bobagem,assim como qualquer tentativa de derrubar o “sistema”(ou você teria paciência para começar a sociedade do zero?Ou o socialismo e afins,em sua essência, não são Utopia,e nunca nessa filosofia o prato mais ser mais cheio pra uns em sacrificio dos outros?)estão aí as FARC e o Genuíno para provar essa tese.Então que diabos esse maluco está dizendo..Ah vou parar de perder tempo lendo essa bobagem….

Não meu amigo(a)na verdade não quero atrapalhar sua vida de graça, o que sugere o texto que seja LEGITIMADO, é o pensamento por iniciativa(não por obrigação)Pois, já que fomos abençoados(ou amaldiçoados como queiram) pela capacidade de pensar devemos pelo menos tentar fazer bom uso dela..ou eu estou precisando mesmo é de uma camisa de força?(rs…rs…)
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Sobre a palavra autarquia,não entendam ela apenas pelo sentido do dicionário..poder absoluto,autonomia; ou pela linguagem alienigena do contexto juridico(desculpem os advogados mas vcs devem ser marcianos?)”É o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública….”, entendam simplesmente como qualquer subversão a sua liberdade de pensar/imaginar.
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Finalmente sobre a foto(desculpem o espaço que ela ocupa),foi tirada de um Grafiti feito por alunos da 8ªsérie de uma escola pública logo após o 9/11,perto de onde moro.
No canto superior direito os alunos escreveram:”lamentamos pelas vitimas dos atentados nos EUA e pelas vitimas da fome no Brasil”

Verdade é que o poder corrompe e o poder total corrompe totalmente.

Houve um tempo em que era muito fácil indentificar o inimigo da sociedade, dos valores morais, da ética, da família, etc… O poder destrutivo da corrupção sempre esteve presente como um contra balanço. Quase que um mal necessário. Afinal, O homen caiu do “Eden” e partir daí teve que aprender a conviver com a astúcia das “víboras”; Alegoricamente falando.

Porém, hoje o inimigo não tem cara, e ao mesmo tempo pode ser qualquer um de nós (físicos, jurídicos, corporativos e/ou políticos). Está aí pra todo mundo ver.

O grito frances “Socialité , Igualité, Liberté” não faz muito sentido sem uma base filosófica e ética fundamentada na honestidade e no conhecimento. O jogo do empurra-empurra na hora de cobrar as responsabilidades e contabilizar o prejuizo fica no vácuo democrático da abstenção popular e também política.

Quantos erros ainda o povo mais desinformados engolirão sem que haja uma mudança concreta nas intitucionalidades. Enquanto as verbas federais continuam suportando e educando a classe media-alta, a grande (massa trabalhadora) trabalhará ainda mais como cavalos.(Lembrando do livro “Revolução dos Bichos” de George Orwell. Escrito em 1945). Estamos meus amigos poetas revolucionários, na “Era dos Porcos”.

Enquanto a nossa juventudade se despe nos bailes “Funks”, onde a simulação dos coitos musicais vira virtude entre meninas menos inteligentes, ainda que insentivadas por homens de um menor grau cultural. A demencia coletiva e a vulgaridade engrossa a calda.
O único prazer dado ao pobre (monetário e social) ainda é o sexo, arma das autarquias. O poder sobre sí mesmo, sobre seu próprio corpo. Dando-se e deixando ser dado. Corrompendo e corrompido. Vendendo e sendo vendido.

A corpolatria da nossa era, o egoncentrismo e a falta de visão, enlouquece até o sábio. A submissão dos mestres, professores, mentores, Artistas e Revolucionários da esquerda, Visionários da direita, Críticos e Analistas Financeiros, fazem do carnaval uma festa maior do que o ano anterior.

Não sou contra o sexo ou a liberdade de expressão. Mas, qualquer grito de liberdade tem que estar fundamentado de acordo com a verdade existencial de cada indivíduo. Afinal, René Descartes nos disse a muito tempo atrás “Penso, logo existo”.

Nem tanto a influência externa afeta as diretivas das açoes individuais para bem o para o ruim. Mas, o ócio das mentes, sendo que o ser pensante está cada vez mais raro.
Essa é a chave. A Educação e o Crescimento Intelectual.

A influência de pessoas como vocês é que vai mudar a sociedade que vivemos.

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)