Poesia & Companhia

Archive for Fevereiro 2008

FOTOCÓPIAS

Publicado por: Fabio R. em: Fevereiro 27, 2008

Por Fabio R
Outro assinou pelos livros,
Que de meus monólogos haveriam de saltar!
No chão já não provém mais abrigo,
Árvores que mi’as mãos deveriam cultivar !
E pelo que não criamos,
E pelo que não zelamos,
Somos relés fotocópias!
Duma imperfeição imperativa,
A esmaecer no calço das repartições….
Na indisposição funcional do atendente
Um desapreço pela graça do sustento!
Em sua pele o cancro [...]

Trajado de Tragédias

Publicado por: poetisagitahabiba em: Fevereiro 5, 2008

 
Vestido ou Pelado
Quando a miséria quer seus bens
Não tem pena do mal trajado
Ou das tragédias que lhe convém
 
Vamos a rigor
Para festa que personalidade e caráter não entra
 
Pode usar a camisa da preguiça
Vestir aquele paletó – de dó
Não esqueça na cabeça
Do chapéu cruel
E nas mãos, a mala sem alça…
 
Desafortunado é aquele vestido de vestígios:
Dos males da [...]

Legitimidade

Publicado por: Fabio R. em: Fevereiro 3, 2008

LEGITIMIDADE

Deboche de alusivas possessões
Contate as valiosas indagações
Legitime caóticas encenações
 
Tracejando narcóticas transmissões
Personificando maléficas justificativas
Saqueando epiléticas discursivas
 
Aferindo os valores outrora engajados
Transcrevendo-os em rumores forjados
Empunhando as armas para o assalto
Saudando a submersão das autarquias
 

Calçada de cimento e lamento

Publicado por: poetisagitahabiba em: Fevereiro 1, 2008

 
Ás vezes são vidros de veículos
Que separam dois mundos distintos
O meu, é pertinente às perguntas justas
Aquele, simplesmente permeia respostas injustas…
São pessoas esperando o tempo passar, como condução
Na falta de esperanças, remédio ou solução
Muitos abandonaram seus minutos de fé – em pé
Por horas sentados, na calçada de cimento e lamento
Mulheres, jovens ou velhas, de cócoras parem [...]

Político Edílico

Publicado por: poetisagitahabiba em: Fevereiro 1, 2008

 
Edílico é político lírico…
Seu nome coincidentemente gera seu renome : Vereador
Mas tanta rima é porque quando cita Senhor Edílico vereador, vereda dor…  
Em palanque, se põe ofegante
Toma partido de ofendido e faz pedidos…
Suas mãos gesticulam
Suas palavras articulam 
E no lugar de politizar, se faz poetizar… 
 “_Falar demais idealiza demasia
Fatalmente enfeita fantasias
A gosto, magoa demagogias” 
 “_Por isso, me recinto, e [...]

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)