Publicado por: poetaedsilva em: Novembro 3, 2009
Oh! tão sublime força indefinível,
Rara luz que ilumina o pensamento,
Sombra perfeita voando em leve vento,
Doce delírio de fúria invisível
Formas vagas, sensações de momento,
Supremo dom, dádiva intraduzível.
Só aos olhos do coração sensível.
Tradução eterna do sentimento.
Oh! tu: fugaz astro tão cintilante,
Luz perdida na vasta imensidão,
Percepção de alta emoção irradiante.
Ando a buscar-te na imaginação,
Sonhando ter em cada novo instante,
A indefinível luz da inspiração.
E.A.S
Publicado por: victorcolonna em: Outubro 24, 2009
O problema são as conjunções desconjuntadas
As interjeições rejeitadas
Os adjetivos desajeitados
Os substantivos sem substância
As relações de deselegância entre as palavras.
É preciso superar o superlativo:
O absoluto sintético
E o analítico.
Achar o verso
Entre o verbo epilético
E o pronome sifilítico.
Falta definir o artigo inoxidável
O numeral incontável, impagável.
Resta procurar o objeto direto
Situar o particípio passado
E o pretérito mais-que-perfeito
Desvendar a rima
Desnudar a palavra
Encontrar o predicado
E revelar o sujeito.
Publicado por: Fabio R. em: Março 14, 2009
No alvo da metrópole as posses,
decolam para mim e não para o outro,
que molambo na rua vive do escambo .
Não há outro, cozinhando as favas
e nada retendo aos dias ainda “in útero”
na coluna das dissidências;
rebate um fulgor ressabiado!
Alveja a matilha o jargão publicitário,
que torna crime qualquer inquisição
No entanto, num futuro utópico, não será mais preciso ostentar em
emblemáticas camisetas,o tom do sangue :
Em punhos cerrados
não há falhas:
Pátria de canalhas!
****
Fabio R. Vieira-Texto protejido conforme as Lincensa “Creative Commons”
***
Questões para(auto) análise:
quais os benefícios desse tipo de ação para o país? e para a postegarda reforma agrária?
o que vc acha desse tipo de ação ser financiada com dinheiro público?
esse tipo de prostesto não passa simplesmente (sempre) de uma manobra politica?
****
dados da imagem:
fonte:Agência Carta Maior
Crédito:Eduardo Seidl(foto)
*link direto da imagem para a reportagem
Publicado por: Fabio R. em: Setembro 20, 2008
Hão de consumar a falácia em fetiche!
Seres que enlaçam moralmente os seus amavios
Pois desatina-me em silhueta a sandice
Avidamente á cozer em brasa arrepios!
No que Eros lhe convém,glutonaria e sevícia
Rosados pomos a abrigar com gentileza
Um sereno mirante em sáfara vereda
Vassalo epiceno ao gozo e a carícia
Em seus dotes a tentação se torna cálida
Verte-se em compulsão sua tara esfaimada!
Como se minaz fosse a sombra do zelo
Ao extase que os arrebata mais belo
Assim plena a devassidão é deslumbrada!
Furtiva e imoral como perfazida dádiva
*
2008-Fábio R.Vieira
Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008
Um amigo gringo, certa vez perguntou:
_ O que significam as palavras Ordem e Progresso da bandeira do seu país?
Então eu respondi:
_ A palavra progresso significa que o congresso está em regresso sem processo de projetos.
Ele simplesmente exclamou:
_ Esquisito!
E eu, sem muito entusiasmo para rimar e argumentar, disse:
_ Esquisito mesmo, por isso nem me arrisco a dizer o que significa a palavra Ordem.
O meu amigo gringo riu compulsivamente e afirmou:
_ Ledo amigo brasileiro… Esquisito em meu país é um elogio – Algo que lhe disse para vangloriar o que realmente é rico em seu país – a língua. Mas, nem mesmo tua rima e metáfora salvaram a sua ignorância do meu comentário…
E para perder a razão com classe, concluí:
_ A Cultura é algo que não está em Progresso em nosso país, mas a língua está em Ordem.
Prólogo:
Dizer que o Brasil tem cultura, é o mesmo em dizer que o Japão é celeiro mundial, ou afirmar que os Estados Unidos considera-se país de primeiro mundo porque conhece em prática muito correta o significado da palavra progresso, e não porque foi o maior investidor em armamentos para a Guerra Mundial. Mas, prometo que na próxima conversa com meu amigo gringo, arrisco a perguntar – O que significa mesmo a palavra ONU?
GITA HABIBA
Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008
`Renda Per Capta´
A renda não é só baiana
É toda brasileira e está rendida…
Vamos rendar o babado da malha fina!
Prólogo:
Renda Per Capta é a valorização de determinada região com suas classes, consumos e posses, mas na prática é mais complicado… Nem todos participam desta divisão comunitária, porque fogem da malha fina para rendar outros babados e eu, mais uma vez, brincar com as metáforas das palavras…
GITA HABIBA
Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008
A educação realmente é aliada dos sábios, mas pode ser fator alienado para pessoas mais curiosas que estudiosas… E para tanto, confisquei a conversa de dois amigos em combate de conhecimentos gerais, ainda no estágio primário…
Então o amigo Alienado perguntou:
_ Me diz, que língua nosso país fala?
_ Português, ué!
Respondeu de prontidão o amigo aliado…
_ Errado. Falamos a língua portuguesa (língua derivada do português)
E nada satisfeito, continuou com a prova oral…
_ Agora me responde, qual é o nome do nosso país?
_Brasil, ué!
Respondeu de supetão o amigo aliado…
_Errado! É República Federativa do Brasil (nome técnico)…
Então o amigo que respondeu tudo errado, resolveu ser mais esperto e perguntou:
_Ah ta! Então me responde… Porque os Estados Unidos é da América?
Muito preocupado com a pergunta idiota do amigo, o alienado respondeu:
_ Não questione isso! Melhor os Estados Unidos aqui nas Américas do que lá (na Europa ou Ásia) – Já pensou na confusão? Ou você quer chegar ao colegial estudando a questão da terceira Guerra Mundial?
Dedicatória:
A minha filha, Vitória – Quem me fez aprender que Plutão não é mais considerado o último planeta do nosso sistema solar, e que indiretamente, me fez entender que é melhor ser estudioso do que simplesmente um curioso…
Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008
No meu telhado, tem uma chave
Que abre todos os portais dos teus sistemas solares
Tem um caminho de cristais, de quazáres
Como nas estradas de Minas Gerais,
estrada de pó de estrelas, de pedregais
No meu telhado, há cobertas para suas orelhas
Do sereno, do silêncio, de cometas
Das lágrimas de núvens apressadas
Em busca do amor do mar,
para deitar as suas crias, tempestades
O meu telhado é sustentado
Não por paredes de esperança,
mas, por colunas de madeira
Que eram vidas nas colinas,
que eram árvores paroleiras
No meu telhado mora um anjo
Que é o teu anjo da guarda,
meu amigo das madrugadas
Que me diz os teus segredos,
aquêles que tu confessas, quando rezas
No meu telhado há borboletas
Que eram lagartas sonhadoras
Se cansaram de não ter asas,
de estar ao chão atoa
Do meu telhado eu vejo a assombrosa aparição
Que no céu dos loucos crescentes, flutua nua
A Lua cheia de grandes confabulações
No meu telhado, a gravidade é minguante
Não há força que nos separe
Não há medo, nem saudades,
Sê deitares no meu divã.
Publicado por: Ivan Santos em: Maio 5, 2008
Mesmo que a presa corra em desespero
E procure uma saída do atropelo
Mesmo que a corrida seja plena
E a geografia seja sana
Mesmo que o vento espalhe o cheiro
Entre as árvores e colinas
Desviando o desejo
Fabricando sem sucesso
Calculando o movimento
Salivando o contento
Almejando o momento
Vendo a carne nua e crua
Carne crua alimentada
Pelo sangue quente e fresco
A besta ainda procura
Prosseguindo na aventura
Mas a presa já cansada
Sem reclíneo no momento
Sem destino e já perdida
O passo perde o intento
Vem a besta aproximando
Sua força avantajada
Com os dentes tão pontudos
Suas unhas amoladas
Provam a carne crua e quente
Sem demora e sem piedade
Com a vitória ao alcance
O extinto faz presente
Enquanto a presa perde a carne
Do seu corpo em despedaço
Com a dor de um segundo
Com a vida por um laço
A presa cai em um instante
Como o golpe determina
Com a besta já em cima
Posição de assassina
Mas a presa nao desiste
com o pouco que lhe sobra
Com uma manobra inesperada
Um solavanco, uma patada
Acerta a besta por um encanto
Arranca a carne de um tanto
Tantos ossos revelando
Que o sangue fica jorrando
Com o sangue não distinto
O horror e os despedaços
Pela terra assinalada
Deixa o solo em vinho tinto
Misturas as carnes nua e crua
Como uma trégua sem diálogo
Departem uma da outra
Com os corpos delacerados
Com o sangue ainda vertendo
A besta sem força e sem contento
Cai ao lado agonizando
Com a carne ensanguentada
E a presa sai marchando
Mas com a sorte do seu lado
Sem lamento e sem demora
Vivendo de um golpe afortunado
Exposta a outras bestas
Que o duelo assistiram
A Besta ficou no chão sofrendo
Com a carne nua e exposta
Vira presa sem demora.
Publicado por: carloseduardobonfa em: Março 24, 2008
Publicado por: jorgearildo em: Março 21, 2008
Mirando o ar, a imensidão, o sujeito
Estancou a ilusão, recobrou os sentidos;
Estava cativo, era vilão…
Constatação!
Ferira a alma e o pensamento;
Prova de tal imperfeito?
Estava com as pedras na mão.
by jorge-arildo
Publicado por: fabeanbatista em: Março 21, 2008
Hou, hou, hou! O natal chegou!
E as hienas devoram a carniça do consumismo,
Numa solidariedade movida a egoísmo
Que o obeso Noel organizou.
Do aniversariante ninguém lembrou!
Não é interessante para o capitalismo.
Cristo nos ensinou o comunismo,
Mas um punhado de moedas o crucificou.
Mãos gordurentas numa mesa cheia.
Gargalhadas demoníacas encharcadas de vinho.
Bocas arrotam com a pança cheia
Sobre o peru morto com tanto carinho.
E o aniversariante, sem sapato e sem meia,
Dorme embaixo de uma marquise, sozinho.
(Fabean Batista – 24/12/2007 à 29/01/2008)
Publicado por: joaoppioli em: Março 21, 2008
João Paulo Pio li 11/03/08
Publicado por: sheilabzs em: Março 21, 2008
Rompo os nós
Desconstruo esse mito
De que mulher é amor, docilidade e delicadeza
Que comporto em mim uma ética do cuidado inerente à minha condição de fêmea
E retira de mim, na mesma medida, a sujeira, o forte, o grosso, o insensível
Sou eu também tesão e ódio
Não querer ser deus,
Não sou à sua imagem e semelhança
Também não desejar ser Maria
Postar-me como sempre virgem, submissa e com os olhos voltados para baixo
Questionarei a bíblia e o seu mito do paraíso perdido
A mulher como a imagem do diabo
Elevarei meu pensamento para meu umbigo
E parirei dele uma placenta com uma flor dentro
Cagada, medrosa e sem pétala
Que feia e desidratadaMal nascia e já morria
Seu fôlego foi tão intenso
Que desaprendeu a respirar
Seu primeiro suspiro se tornou também o seu último
E ela viveu como ninguém jamais devera ter vivido.
Nesse mundo de crises, guerras, machismos, muitas outras cagadas e flores artificiais
Não desejo ser essa flor
Tampouco o cravo que a despetalou
Desejaria ser simples e intensamente
Esse sopro de vida que não sou.
21/06/2004)
Comentários