Poesia & Companhia

inspiração

Publicado por: poetaedsilva em: Novembro 3, 2009

Oh! tão sublime força indefinível,

Rara luz que ilumina o pensamento,

Sombra perfeita voando em leve vento,

Doce delírio de fúria invisível

 

Formas vagas,  sensações de momento,

Supremo dom, dádiva intraduzível.

Só aos olhos do coração sensível.

Tradução eterna do sentimento.

 

Oh! tu:  fugaz astro tão cintilante,

Luz perdida na vasta imensidão,

Percepção de alta emoção irradiante.

 

Ando a buscar-te na imaginação,

Sonhando ter em cada novo instante,

A indefinível luz da inspiração.

 

E.A.S 

 

SUJEITO OCULTO(por Victor Colonna)

Publicado por: victorcolonna em: Outubro 24, 2009

O problema são as conjunções desconjuntadas
As interjeições rejeitadas
Os adjetivos desajeitados
Os substantivos sem substância
As relações de deselegância entre as palavras.

É preciso superar o superlativo:
O absoluto sintético
E o analítico.
Achar o verso
Entre o verbo epilético
E o pronome sifilítico.

Falta definir o artigo inoxidável
O numeral incontável, impagável.

Resta procurar o objeto direto
Situar o particípio passado
E o pretérito mais-que-perfeito

Desvendar a rima
Desnudar a palavra
Encontrar o predicado
E revelar o sujeito.

Dissidências

Publicado por: Fabio R. em: Março 14, 2009

fonte:Agência Carta Maior Crédito:Eduardo Seidl

fonte:Agência Carta Maior Crédito:Eduardo Seidl

No alvo da metrópole as posses,
decolam para mim e não para o outro,
que molambo na rua vive do escambo .

Não há outro, cozinhando as favas
e nada retendo aos dias ainda “in útero”
na coluna das dissidências;
rebate um fulgor ressabiado!

Alveja a matilha o jargão publicitário,
que torna crime qualquer inquisição

No entanto, num futuro utópico, não será mais preciso ostentar em
emblemáticas camisetas,o tom do sangue :

Em punhos cerrados
não há falhas:
Pátria de canalhas!

****

Fabio R. Vieira-Texto protejido conforme as Lincensa “Creative Commons”

***

Questões para(auto) análise:

quais os benefícios desse tipo de ação para o país? e para a postegarda reforma agrária?

o que vc acha desse tipo de ação ser financiada com dinheiro público?

esse tipo de prostesto não passa simplesmente (sempre) de uma manobra politica?

****

dados da imagem:

fonte:Agência Carta Maior

Crédito:Eduardo Seidl(foto)

*link direto da imagem para a reportagem

Ó!

Publicado por: Rafael Coelhoo'Clock em: Novembro 3, 2008

(redondilha menor da gente)

no tempo passado
a gente brincava,
chorava de dar
dó.

no tempo presente,
andando de lá
e no sempre cá:
só.

no tempo futuro,
a gente sonhava,
sem nem que pensasse:
nó.

no tempo eterno,
nós somos palermas,
no final, virar
pó.

Dádiva

Publicado por: Fabio R. em: Setembro 20, 2008

Hão de consumar a  falácia em fetiche!
Seres que  enlaçam moralmente  os seus amavios
Pois desatina-me em silhueta a sandice
Avidamente á cozer em brasa  arrepios!

No que Eros lhe convém,glutonaria e sevícia
Rosados pomos a abrigar com gentileza
Um sereno mirante em sáfara vereda
Vassalo epiceno ao gozo e a carícia

Em seus dotes a tentação se torna cálida
Verte-se em compulsão sua tara esfaimada!
Como se minaz fosse a sombra do zelo

Ao extase que os arrebata mais belo
Assim plena a devassidão é deslumbrada!
Furtiva e  imoral como perfazida dádiva

*

2008-Fábio R.Vieira

Porque não – Cultura, Ordem e Progresso?

Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008

 

Um amigo gringo, certa vez perguntou:

 

_ O que significam as palavras Ordem e Progresso da bandeira do seu país?

 

Então eu respondi:

 

_ A palavra progresso significa que o congresso está em regresso sem processo de projetos.

 

Ele simplesmente exclamou:

 

_ Esquisito!

 

E eu, sem muito entusiasmo para rimar e argumentar, disse:

 

_ Esquisito mesmo, por isso nem me arrisco a dizer o que significa a palavra Ordem.

 

O meu amigo gringo riu compulsivamente e afirmou:

 

_ Ledo amigo brasileiro… Esquisito em meu país é um elogio – Algo que lhe disse para vangloriar o que realmente é rico em seu país – a língua. Mas, nem mesmo tua rima e metáfora salvaram a sua ignorância do meu comentário…

 

E para perder a razão com classe, concluí:

 

_ A Cultura é algo que não está em Progresso em nosso país, mas a língua está em Ordem.

 

 

Prólogo:

Dizer que o Brasil tem cultura, é o mesmo em dizer que o Japão é celeiro mundial, ou afirmar que os Estados Unidos considera-se país de primeiro mundo porque conhece em prática muito correta o significado da palavra progresso, e não porque foi o maior investidor em armamentos para a Guerra Mundial. Mas, prometo que na próxima conversa com meu amigo gringo, arrisco a perguntar – O que significa mesmo a palavra ONU?

GITA HABIBA

`Renda Per Capta´

Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008

`Renda Per Capta´

 

A renda não é só baiana

É toda brasileira e está rendida…

 

Vamos rendar o babado da malha fina!

 

 

Prólogo:

Renda Per Capta é a valorização de determinada região com suas classes, consumos e posses, mas na prática é mais complicado… Nem todos participam desta divisão comunitária, porque fogem da malha fina para rendar outros babados e eu, mais uma vez, brincar com as metáforas das palavras…

 

GITA HABIBA

 

Aliados ou Alienados?

Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008

 

A educação realmente é aliada dos sábios, mas pode ser fator alienado para pessoas mais curiosas que estudiosas… E para tanto, confisquei a conversa de dois amigos em combate de conhecimentos gerais, ainda no estágio primário…

 

Então o amigo Alienado perguntou:

 

_ Me diz, que língua nosso país fala?

 

_ Português, ué!

 

Respondeu de prontidão o amigo aliado…

 

_ Errado. Falamos a língua portuguesa (língua derivada do português)

 

E nada satisfeito, continuou com a prova oral…

 

_ Agora me responde, qual é o nome do nosso país?

 

_Brasil, ué!

 

Respondeu de supetão o amigo aliado…

 

_Errado! É República Federativa do Brasil (nome técnico)…

 

Então o amigo que respondeu tudo errado, resolveu ser mais esperto e perguntou:

 

_Ah ta! Então me responde… Porque os Estados Unidos é da América?

 

Muito preocupado com a pergunta idiota do amigo, o alienado respondeu:

 

_ Não questione isso! Melhor os Estados Unidos aqui nas Américas do que lá (na Europa ou Ásia) – Já pensou na confusão? Ou você quer chegar ao colegial estudando a questão da terceira Guerra Mundial?

 

 

 

Dedicatória:

A minha filha, Vitória – Quem me fez aprender que Plutão não é mais considerado o último planeta do nosso sistema solar, e que indiretamente, me fez entender que é melhor ser estudioso do que simplesmente um curioso…

O sistema

Publicado por: poetisagitahabiba em: Setembro 1, 2008

Levanta-te preguiça, está na hora de ir para firma…

Firmar contratos contrastantes com a minha realidade cheia de insanidades,

Está na hora H, de Homem sem Honestidade, mas cheio de Habilidades

Devo ao mundo o meu tempo, só para ganhar dinheiro,

Que devo o tempo inteiro!

 

Trabalho, falho, não paro, reparo…

Sistematicamente, sou matematicamente uma máquina

Ora sem hora

 

Sobrevivo sobre vivos que não pensam

Tenho caixa craniana privilegiada,

E caixa registradora pressurizada – para não deixar de ser privilegiada!

 

Inventaram o sistema a troco de igualdade,

Mas dividiram com a hierarquia, tanta responsabilidade…

Sistema é propulsão e não proporção,

Porque tem mais quem força menos mais se enforca mais

 

Se esforcem aqueles sem conhecimento do sistêmico,

Sou acadêmico!

 

Levanta-te braçal, está na hora de entrar na linha

Da produção, do trem, do metrô e do ônibus…

Simplesmente, cair na conversa e rotina

Da ladainha trabalhista…

 

 

Prólogo:

Quando se fala em sistema, imagina-se um bando de descamisados a espera do metrô, gente que trabalha com tempo descontado e não contado, enquanto neste próprio sistema, também se encaixa o empresário, o Ser cheio de poder e não poderes. E é isso – O sistema – Uma indagação íntima de um ser não assalariado, mas que sabe da sua falta de mais poderes para fazer do sistema uma constituição própria e não igualitária.

 

 

EPITÁFIO PARA UM AMIGO IMAGINÁRIO

Publicado por: Fabio R. em: Agosto 15, 2008

Como forjar o arrepiou da pele frente às gotas de chuva?
Como forjar coragem frente às barbas do medo?
Como esquecer da falta de ar ao engatilhar o cobiçado beijo?
Como esquecer o cheiro do sexo impregnado mesmo após o banho?

Há tantas coisas que podem incitar a vertigem;
Até mesmo para um amigo imaginário, uma sombra.
Há tantas coisas que podem ludibriar a lucidez;
Até mesmo para um cônego, um estandarte;

Não um daqueles confeccionados em manufatura
Urdida pelo tear da aliciação, aquele de inerme mote.
E sim aquele trançado a partir do fidalgo linho
Que por persistência da vocação é emplumado.

Como poupar-se das gafes ao encontro do auto-conhecimento?
Como poupar-se da frustração á espreitar o encalço da fortuna?
Como confiar na fresta entreaberta entre a cela e a fuga?
Como confiar na areia que assovia pelos vértices da ampulheta?

Há tantos segredos incrustados entre o riacho e a relva;
Até mesmo para a enxurrada que á ambos farta.
Há tantos ressentimentos á fecundar desventuras;
Até mesmo para um infausto que julgou todas desbravar.

Um soldado iconoclasta, centelha da submissão;
Entrincheirado nos poços de enxofre,
Vomitados de lucíferas bocarras,
Arrebatadas da humana ostentação.

Por fim,como deixar o para trás o aconchego do lugar comum?
Por fim,como deixar diminuído o inelutável?
Como ser o algoz da própria assunção?
Como ser agente e não apenas recordação?

———————————–

Escrito por Fábio R.Vieira,

em homenagem a vida e a obra

do poeta português Fernando Pessoa

Poesia para tempos de guerra

Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008

Estórias para contar antes de dormir

Mãe, lá vem ela com suas surpresas
Lá vem ela com suas ciladas
Vem com suas espadas e medalhas
Mãe, lá vem ela com suas fumaças
Vem com o vapor imundo.
Vê mãe, ela nos abraça

Pai, lá vem ela com sua arrogância
Vem no ritmo da morte
Lá vem ela com sua dança
Pai, lá vem ela matando as crianças
Lá vem com seus demônios que devoram esperança

Mãe, lá vem o monstro mecânico,
com sua boca barulhenta
Ela vem com suas chamas
Lá vem ela com suas balas e as gentes pulverizadas
Pai, lá vem os filhos do engano
Eu vejo o mundo em despadaço
Mãe, vê as lágrimas de outras mães,
que veêm outros pais em pedaços

Mãe, lá vem por trás dela, outros homens
Que são homens como outros homens quê fogem dela
Pai, lá vem ela nivelando com a medida justa
Com os horrores da disputa
Lá vem a sangrenta luta

Mãe, para ela todos são iguais,
todos são mortais
Lá vem a ideologia que diante da vida, nada significa
Pai, e sê não tiver homens para impedí-la ?
Essa doença, a parasita, que corroe sua própria carne ?

Mãe, vamos fugir para outro mundo,
vamos navegar até as Plêiades
Mãe, vamos voar para as estrelas,
Vamos cessar de ser gente
Vamos Pai, vamos dar um passo a frente
Deixa a guerra pra depois,
vamos sair do continente

E mesmo depois que ela passa
Fica a marca das pegadas
Fica os pais nas sarjetas
Fica o sangue esparramado
Misturado com a pólvora, o sangue de outras gentes
Ficam mães chorando por seus filhos e parentes

Mãe, Pai, agora já não dá mais tempo de fugir
Sobre os inocentes, ela já está por vir
Fecha os olhos pai
Fecha os olhos mãe
Cobre o meu corpo com a coberta, por quê as bombas frias vão cair.
Dá-me um beijo e vamos dormir.

A Lua dos Loucos

Publicado por: Poesia & Cia em: Agosto 9, 2008

No meu telhado, tem uma nave
Tem estrelas, lumináres, tem querubins alados
Tem um espaço inteiro reservado
Exclusivo, dedicado.
Meu telhado é um santuário

No meu telhado, tem uma chave
Que abre todos os portais dos teus sistemas solares
Tem um caminho de cristais, de quazáres
Como nas estradas de Minas Gerais,
estrada de pó de estrelas, de pedregais

No meu telhado, há cobertas para suas orelhas
Do sereno, do silêncio, de cometas
Das lágrimas de núvens apressadas
Em busca do amor do mar,
para deitar as suas crias, tempestades

O meu telhado é sustentado
Não por paredes de esperança,
mas, por colunas de madeira
Que eram vidas nas colinas,
que eram árvores paroleiras

No meu telhado mora um anjo
Que é o teu anjo da guarda,
meu amigo das madrugadas
Que me diz os teus segredos,
aquêles que tu confessas, quando rezas

No meu telhado há borboletas
Que eram lagartas sonhadoras
Se cansaram de não ter asas,
de estar ao chão atoa

Do meu telhado eu vejo a assombrosa aparição
Que no céu dos loucos crescentes, flutua nua
A Lua cheia de grandes confabulações

No meu telhado, a gravidade é minguante
Não há força que nos separe
Não há medo, nem saudades,
Sê deitares no meu divã.

A vida em quadrinhos

Publicado por: Ivan Santos em: Maio 7, 2008

A Lenda do Sub-Homen

As Super-promessas
Dos Super-discursos
São um Super-engano
Para os Super-ingênuos

Foram Super-idiotas
Na Super-votação
Fazendo Super-demagogo
Um Super-Campeão

Agora que o Super-político
Tem seu Super-escritório
A sua Super-memória
Deu-se um Super-apagão

Enquanto na Super-votação
Do Super-congresso
Seus Super-salários
Recebem Super-aumento

As Super-corrupções
Dos Super-dirigentes
São Super-abafados
Em Super-reuniões

E mesmo que os Super-ingênuos
Façam Super-manifestação
Contra os Super-aumentos
Contra os Super-campeões

A Super-polícia
Com seus Super-camburões
Desperçam com Super-violência
As Super-manifestações

E a estória se repete
Com detalhes e confetes
Político são os mesmos
Hoje, ontem e sempre?

Os Super-corruptos
Com suas Super-mansões
Com seus Super-feriados
Com seus Super-carrões

Deixam a população a merce
Sem respostas e sem saída
Sem saúde e sem ajuda
Sem coragem pra vencer

Vencer a vida sofrida
Vencer a ignorancia maldita
Vencer as drogas e armas
Vencer nas votações

Até na Liga da justiça
Nem Advogados e Doutores
Nem Juizes e Julgamentos
Nem mesmo Legisladores

Quebram a Super-corrente
Da sociedade Super-doente
Super-complacente
Do sub-mundo, de super-vilões

Somente os sub-humanos
Enfrentam Super-fome
Nos subterrâneos
Da Super-nação

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Carne Crua

Publicado por: Ivan Santos em: Maio 5, 2008


Mesmo que a presa corra em desespero
E procure uma saída do atropelo
Mesmo que a corrida seja plena
E a geografia seja sana

Mesmo que o vento espalhe o cheiro
Entre as árvores e colinas
Desviando o desejo
Fabricando sem sucesso

Calculando o movimento
Salivando o contento
Almejando o momento
Vendo a carne nua e crua

Carne crua alimentada
Pelo sangue quente e fresco
A besta ainda procura
Prosseguindo na aventura

Mas a presa já cansada
Sem reclíneo no momento
Sem destino e já perdida
O passo perde o intento

Vem a besta aproximando
Sua força avantajada
Com os dentes tão pontudos
Suas unhas amoladas

Provam a carne crua e quente
Sem demora e sem piedade
Com a vitória ao alcance
O extinto faz presente

Enquanto a presa perde a carne
Do seu corpo em despedaço
Com a dor de um segundo
Com a vida por um laço

A presa cai em um instante
Como o golpe determina
Com a besta já em cima
Posição de assassina

Mas a presa nao desiste
com o pouco que lhe sobra
Com uma manobra inesperada
Um solavanco, uma patada

Acerta a besta por um encanto
Arranca a carne de um tanto
Tantos ossos revelando
Que o sangue fica jorrando

Com o sangue não distinto
O horror e os despedaços
Pela terra assinalada
Deixa o solo em vinho tinto

Misturas as carnes nua e crua
Como uma trégua sem diálogo
Departem uma da outra
Com os corpos delacerados

Com o sangue ainda vertendo
A besta sem força e sem contento
Cai ao lado agonizando
Com a carne ensanguentada

E a presa sai marchando
Mas com a sorte do seu lado
Sem lamento e sem demora
Vivendo de um golpe afortunado

Exposta a outras bestas
Que o duelo assistiram
A Besta ficou no chão sofrendo
Com a carne nua e exposta

Vira presa sem demora.

Além da Crença

Publicado por: Fabio R. em: Abril 6, 2008

( AS COBRAS-LUÍS FERNANDO VERISSÍMO)

Se A comunga com B,
E flerta com C uma intersecção,
Isso é silogismo ou traição?

Assim como a retórica do corpo,
Arquitetando uma experimentação,
Pelas vias do imoral!

Enquanto teóricos vislumbram,
Galáxias no papel para decifram,
Onde é concebida a metafísica!

Além da crença a ação,
Dum matreiro avarento,
Contabilizando o valor venal,
Da sua progênie avariada!

Além da crença o cético evangeliza,
Desapego em tuas memórias,
E no ocaso das forças,
Roga pelo aconchego á Nossa Senhora!

Enquanto práticos dissecam nervos,
Localizados no solilóquio da abstração,
A fim de responder se é celícola ou perversa?
A procedência da motivação!

Além da crença o vernáculo,
Simboliza a transmissão chuviscada,
Duma inventividade vigiada!

Quem soletra: Da-nem-se!
Os teóricos e os práticos!

Uma vez que além da crença,
Há somente estupidez!

—————————–

Por Fabio R.

CORPO

Publicado por: carloseduardobonfa em: Março 24, 2008

Estar preso ao corpo
Não poder ser nada além de corpo
Tudo passar pelo corpo
Incomoda
Mesmo dando prazer
Incomoda
Sentir-se corpo
Sentir o corpo
O próprio hálito
Incomoda
O odor de borracha, de silicone
Que às vezes se desprende
E que nem a poesia muito alivia
Porque até ela passa pelo corpo
Porque até o Além passa pelo corpo

PEDRAS NA MÃO

Publicado por: jorgearildo em: Março 21, 2008

Mirando o ar, a imensidão, o sujeito
Estancou a ilusão, recobrou os sentidos;
Estava cativo, era vilão…
Constatação!
Ferira a alma e o pensamento;
Prova de tal imperfeito?
Estava com as pedras na mão.

by jorge-arildo

Natal Dantesco

Publicado por: fabeanbatista em: Março 21, 2008

Hou, hou, hou! O natal chegou!
E as hienas devoram a carniça do consumismo,
Numa solidariedade movida a egoísmo
Que o obeso Noel organizou.

Do aniversariante ninguém lembrou!
Não é interessante para o capitalismo.
Cristo nos ensinou o comunismo,
Mas um punhado de moedas o crucificou.

Mãos gordurentas numa mesa cheia.
Gargalhadas demoníacas encharcadas de vinho.
Bocas arrotam com a pança cheia

Sobre o peru morto com tanto carinho.
E o aniversariante, sem sapato e sem meia,
Dorme embaixo de uma marquise, sozinho.

(Fabean Batista – 24/12/2007 à 29/01/2008)

Desiludido

Publicado por: joaoppioli em: Março 21, 2008

Oh!Coração banido
coração banido!
Ainda existe o pobre e desiludido?
A espera de um soluço reprimido!
Nestes dias atuais
a tristeza é o remédio de minha fraqueza
serás assim então?
Nesta vida bela e tão sofrida…
o gosto amargo quando vejo o seu retrato !
Este destino que jamais serás como velho conhecido
nessa caminhada sem tréguas!
O incerto não sei…
porém vos digo
que meu chão não tem sentido !!!!!
Quando a saudade bate ao meu ser
minha mente fecha, meus olhos entristece
meu espírito se envaidece
desta nostalgia fria e amiga…

João Paulo Pio li 11/03/08

O dia em que Augusto dos Anjos me inspirou

Publicado por: sheilabzs em: Março 21, 2008

Rompo os nós
Desconstruo esse mito
De que mulher é amor, docilidade e delicadeza
Que comporto em mim uma ética do cuidado inerente à minha condição de fêmea
E retira de mim, na mesma medida, a sujeira, o forte, o grosso, o insensível
Sou eu também tesão e ódio
Não querer ser deus,
Não sou à sua imagem e semelhança
Também não desejar ser Maria
Postar-me como sempre virgem, submissa e com os olhos voltados para baixo
Questionarei a bíblia e o seu mito do paraíso perdido
A mulher como a imagem do diabo
Elevarei meu pensamento para meu umbigo
E parirei dele uma placenta com uma flor dentro
Cagada, medrosa e sem pétala
Que feia e desidratadaMal nascia e já morria
Seu fôlego foi tão intenso
Que desaprendeu a respirar
Seu primeiro suspiro se tornou também o seu último
E ela viveu como ninguém jamais devera ter vivido.
Nesse mundo de crises, guerras, machismos, muitas outras cagadas e flores artificiais
Não desejo ser essa flor
Tampouco o cravo que a despetalou
Desejaria ser simples e intensamente
Esse sopro de vida que não sou.

21/06/2004)

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Homenagem ao Poeta

FERREIRA GULLAR José Ribamar Ferreira Gullar (São Luís MA 1930). Poeta, ensaísta e crítico de arte. Em 1949, publica seu primeiro livro de poemas, Um Pouco Acima do Chão, mais tarde excluído de sua bibliografia. Vence o concurso literário do Jornal das Letras, do Rio de Janeiro, com o poema O Galo, em 1950, e no ano seguinte muda-se para a então capital do Brasil. Em 1954, publica A Luta Corporal, e se aproxima dos poetas Augusto de Campos (1931), Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Décio Pignatari (1927), participando ativamente da primeira fase do movimento concretista até 1957, quando rompe com o grupo paulista. Dois anos depois, em 1959, publica o Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, assinado ainda por vários artistas plásticos - entre eles, Lygia Pape (1927 - 2004), Franz Weissmann (1911 - 2005), Lygia Clark (1920 - 1988), Amilcar de Castro (1920 - 2002) - e pelo poeta Reynaldo Jardim (1926). A partir de 1961, participa do movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura - CPC da União Nacional dos Estudantes - UNE. Participa da fundação do Grupo Opinião de teatro, em 1964, e é preso pela ditadura militar, em 1968. Após um período na clandestinidade, segue para o exílio em 1971. Em 1975, em Buenos Aires, lê o longo Poema Sujo para um grupo de amigos liderados pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 - 1980), que consegue a publicação do livro em 1976 e encabeça um movimento de intelectuais a favor de sua volta ao Brasil, o que ocorre no ano seguinte. Em 1980, é publicada pela primeira vez a reunião de sua obra poética, no volume Toda Poesia. fonte:Itaú cultural

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista, poeta e maçom brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência". Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.(texto fonte Wikipedia, para acessar todo o texto, vá ao site www.pt.wikipedia.org e busque pelo nome acima)